Presidente do Partido PODEMOS, Albino Forquilha. Foto de Carlos Júnior
MAPUTO, 8 de Set (AIM) – O presidente do PODEMOS, segunda maior força política em Moçambique, Albino Forquilha, defende a necessidade de reformas políticas profundas no país, considerando que questões como a descentralização, a reforma do Estado, a participação dos cidadãos e a justiça eleitoral devem ser discutidas com profundidade no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.
A posição foi expressa esta terça-feira, em Maputo, durante uma formação dos deputados da bancada do PODEMOS na Assembleia da República, sobre matérias relacionadas com o Diálogo Nacional Inclusivo e o Poder Local.
A iniciativa visa reforçar a preparação dos representantes do partido para participarem nas discussões sobre reformas estruturantes do Estado.
“O objectivo fundamental é que consigamos reformas profundas ao nível das matérias precisas do Estado, de forma que os problemas existentes possam encontrar uma solução”, afirmou.
O presidente do PODEMOS defende, igualmente, uma maior separação entre a Administração Pública e os partidos políticos. Na sua perspectiva, o acesso aos cargos públicos deve ter como principal critério a competência dos cidadãos, e não a sua filiação partidária.
“Nós ainda temos, infelizmente, situações em que, só para ser director pedagógico de uma escola, você tem que pertencer a um partido político. Para ser director ou comandante da esquadra, tem que pertencer a um partido político. Mas isso já é o nível da Administração Pública. Já não devia ser assim. Esses aspectos devem ser tratados com profundidade, porque é aqui onde está a essência, de facto, de todo o problema que nós temos”, afirmou.
Entretanto, Forquilha considera que a descentralização e a participação dos cidadãos são igualmente matérias fundamentais que devem merecer atenção no processo de diálogo, de modo a encontrar soluções duradouras para os desafios do país.
Sobre o processo judicial envolvendo Venâncio Mondlane, o presidente do PODEMOS anunciou a sua presença no julgamento, na qualidade de declarante.
“Eu estarei lá presente, portanto, como declarante, para dizer aquilo que vi e aquilo que não vi”
Albino Forquilha defende, por outro lado, o respeito e o cumprimento das decisões que vierem a ser tomadas pelo tribunal no âmbito dos processos relacionados com as manifestações pós-eleitorais.
A formação, que aborda matérias sobre reformas constitucional e eleitoral, descentralização e governação local, decorre entre os dias 8 e 9, em Maputo.
(AIM)
