Maputo, 31 Out (AIM) – O reforço das medidas de controlo fitossanitário nas explorações agrícolas está a contribuir para a manutenção dos mercados externos e para o aumento da capacidade de exportação de produtos moçambicanos, sobretudo para a África do Sul, actualmente o principal destino das exportações das empresas visitadas hoje em Goba, distrito de Namaacha, província de Maputo.
“As empresas estão a acatar aquilo que são medidas de biossegurança para a prevenção da entrada de algumas doenças”, afirmou a directora nacional de Sanidade e Biossegurança, Antónia Vaz, durante uma visita realizada hoje (30), a diferentes explorações agrícolas naquela região.
A responsável explicou que as unidades visitadas estão a expandir as áreas de produção e a reforçar a capacidade de exportação, tendo a África do Sul como principal mercado de destino dos seus produtos.
“Manter o mercado não é fácil, manter o mercado significa obedecer àquilo que são requisitos fitossanitários que são exigidos pelos países importadores”, disse.
Segundo Vaz, as empresas estão a adoptar procedimentos de biossegurança para impedir a entrada e propagação de doenças que podem comprometer a produção e o acesso aos mercados internacionais.
Entre as medidas observadas destacam-se os sistemas de desinfecção instalados nas entradas das explorações, nomeadamente pedilúvios e rodilúvios, destinados à higienização dos pés das pessoas e dos pneus dos veículos que circulam nas unidades de produção.
A responsável apontou a prevenção de doenças como o mal-do-Panamá, que afecta a cultura da banana, como uma das preocupações que justificam o reforço dos mecanismos de controlo nas explorações.
Explicou que a manutenção dos mercados externos depende do cumprimento das exigências fitossanitárias estabelecidas pelos países importadores, cabendo às autoridades nacionais acompanhar as empresas e assegurar que os produtos destinados à exportação observem os requisitos exigidos.
Vaz referiu ainda que algumas empresas produtoras de banana já deixaram de importar material de plantio, uma vez que passaram a utilizar rebentos das próprias plantas para expandir as suas áreas de produção.
Contudo, quando pretendem iniciar novas áreas de cultivo e necessitam de material específico, as empresas podem solicitar a sua importação, processo no qual o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas presta acompanhamento.
A directora nacional apontou igualmente a regularidade do fornecimento de energia eléctrica como uma das preocupações apresentadas pelas empresas visitadas, tendo indicado que o sector da Agricultura está a trabalhar com o da Energia para encontrar soluções que permitam melhorar o abastecimento.
No domínio da cooperação regional, Vaz abordou os meios disponíveis para a prevenção e resposta a pragas e doenças transfronteiriças, referindo que a organização regional responsável por esta área dispõe actualmente de apenas um helicóptero.
Embora a situação não represente, neste momento, um constrangimento, por não existir um surto em curso, a responsável considerou importante reforçar os meios de intervenção, tendo em conta que algumas zonas afectadas por pragas podem ser de difícil acesso.
Acrescentou que alguns países manifestaram disponibilidade para apoiar a aquisição de viaturas todo-o-terreno, incluindo modelos Land Cruiser, para facilitar a deslocação das equipas às áreas afectadas.
A visita permitiu ainda avaliar as medidas de prevenção adoptadas pelas empresas, bem como recolher informações sobre as culturas de banana, manga e macadâmia, os produtos utilizados no controlo de pragas, os volumes de exportação e as áreas disponíveis para expansão da produção.
(AIM)
SNN
