Comandante Provincial da PRM-Cidade de Maputo, Arnaldo António de Brito Chefo, discursando na Abertura da Semana da Polícia (50 anos da Policia). Foto de Carlos Júnior
Maputo, 12 Mai (AIM) – As Polícia da República de Moçambique (PRM) está a trabalhar no sentido de melhorar a relação com as comunidades, que ficou muito chamuscada nas últimas manifestações violentas que se registaram em quase todas as províncias do país.
Para o efeito, urge restabelecer o prestígio mantendo uma conduta responsável e ética, tanto no âmbito profissional como na vida pessoal.
“Cada membro em serviço na sua subunidade, direcção, esquadra ou posto policial deve, dentre outros deveres, pautar pelo respeito, aplicar a lei e regulamentos de forma imparcial e objectiva, disse esta segunda-feira (12), em Maputo, o adjunto do comissário da Polícia, Arnaldo Chefo, durante a cerimónia de abertura da semana da Polícia.
Instruiu que todos devem cumprir as ordens legais dos seus superiores hierárquicos, tratar a população com cortesia e respeito, assumir uma conduta ética e honesta, recusando benefícios individuais
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Chefo considera crucial que a PRM eleve a operatividade para corresponder o nível de exigência do povo moçambicano que, ao longo dos 50 anos enfrentou vários desafios e reinventou-se para melhor servir as comunidades.
“A polícia ao longo do tempo debateu-se com várias adversidades próprias de um país em desenvolvimento, a partir das quais a corporação desenvolveu habilidades, conhecimentos e experiências que têm sido úteis no cumprimento da sua nobre missão, de garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas”, afirmou.
Disse estar ciente dos momentos desagradáveis vividos entre a polícia e a comunidade durante as manifestações pós-eleitorais, entre Outubro de 2024 a Janeiro de 2925, que culminou com a desvalorização da corporação, e assegurou que decorrem esforços para a reaproximação da corporação junto às populações, pois “sem a colaboração da população, a polícia não pode lograr sucessos nas suas actividades, com vista a prevenir e combater a criminalidade”.
Por outro lado, enalteceu o papel da PRM na sociedade moçambicana, que tem trabalhado de forma incansável no aprimoramento das suas estratégias com vista a servir melhor, colocando sempre o interesse público acima de todas as prioridades.
Referiu ainda que a efeméride é mais do que um momento comemorativo, mas acima de tudo, de reflexão sobre as estratégias e acções na prevenção e combate à criminalidade, face aos actuais desafios que exigem uma aproximação às populações, com vista a estabelecer relações sociais saudáveis.
Portanto, para que isso aconteça, apelou a todos os membros para pautarem pelo respeito às leis, evitando cometer actos de corrupção, extorquir e se beneficiar da farda para benefícios próprios.
Vale lembrar que, as cerimónias centrais de lançamento da semana comemorativa dos 50 anos de criação da PRM tiveram lugar na província de Nampula, e dirigidas pelo comandante-geral da PRM, Joaquim Sive.
No presente ano, a corporação comemora a efeméride sob o lema “PRM, 50 anos aprimorando estratégias de ligação polícia-comunidade, face aos desafios da manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas”.
(AIM)
NL/sg
