Vacina contra a colera
Maputo, 16 Mai (AIM) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) entregaram 2,3 milhões de doses de vacinas contra a cólera ao Ministério da Saúde (MISAU) para reforçar os esforços de protecção das crianças com idade superior a um ano, e suas famílias em áreas de alto risco em Moçambique.
Um comunicado de imprensa conjunto do UNICEF e OMS, enviado hoje à AIM refere que as duas entidades actuam lado a lado na assistência ao país, com o apoio da GAVI, uma aliança global de vacinas.
Dados recentes do MISAU apontam que a cólera fez pelo menos 57 óbitos e infectou mais de 3.000 pessoas desde a sua eclosão, no país em Outubro de 2024.
O novo lote de vacinas oferecido ao MISAU vai ser utilizado nas campanhas de imunização que iniciam sábado (17) nos distritos mais afectados nas províncias, nortenha de Nampula e central da Zambézia.
As campanhas terminam próxima quarta-feira.
“A entrega destas vacinas representa não apenas uma resposta imediata à actual epidemia de cólera, mas também o resultado de um intenso trabalho de preparação realizado nos últimos meses” afirma o representante da OMS em Moçambique, Severin von Xylander.
“Esta campanha de vacinação”, continuou, “integra-se num esforço mais amplo para fortalecer a resiliência do sistema de saúde face aos impactos das mudanças climáticas, que aumentam a frequência e gravidade de surtos como o da cólera. Através de intervenções coordenadas, pretendemos não só salvar vidas agora, mas também proteger as comunidades a longo prazo”.
Por seu turno, a representante do UNICEF em Moçambique, Mary Eagleton, alerta sobre o impacto do surto, afirmando que pode ser devastador, principalmente para as crianças.
“A entrega das vacinas às autoridades de saúde de Moçambique e às comunidades mais vulneráveis é essencial para travar a propagação desta doença letal e garantir a protecção das crianças e suas famílias”, vinca.
Além das vacinas, o UNICEF também tem apoiado activamente na divulgação de mensagens de consciencialização às comunidades sobre sintomas e métodos de prevenção, destacando as práticas de higiene.
O UNICEF tem, igualmente apoiado a reabilitação dos sistemas de tratamento de água e a distribuição de produtos para purificação da água, contribuindo assim para a redução do risco de propagação do surto.
Por sua vez, a OMS presta uma assistência técnica regular ao MISAU, na coordenação e implementação das campanhas de vacinação, capacitação de profissionais de saúde, incluindo na monitoria da cobertura vacinal, vigilância de eventos adversos pós-vacinação e supervisão das actividades no terreno.
Para garantir a aplicação de normas padronizadas de maneio de casos e de prevenção e controle de infecções, a OMS realiza formações regulares, distribui fluxogramas e fornece equipamentos de protecção individual.
As acções da OMS contribuem para a redução da mortalidade e para a manutenção da taxa de letalidade abaixo de 1 por cento.
Adicionalmente, a OMS tem apoiado o sistema nacional de vigilância na detecção precoce e tratamento atempado de casos, bem como na análise diária e semanal de dados epidemiológicos, o que permite avaliar as tendências do surto e orientar as intervenções de resposta e controlo de forma eficaz.
(AIM)
Ac/sg
