Presidente da CTA, Álvaro Massingue (esquerda) e Presidente cessante, Agostinho Vuma na cerimónia de tomada de posse dos novos Órgãos Sociais. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 17 Mai (AIM) – O recém-eleito Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, tomou posse sexta-feira (16), em Maputo, destacando a necessidade de uma maior coesão entre os membros da organização e classe empresarial.
O evento, durante o qual também tomaram posse os novos órgãos sociais, decorreu num ambiente cordial, longe do clima tenso que caracterizou a campanha eleitoral e que chegou ao extremo de exigir a intervenção do tribunal.
Falando durante a sua tomada de posse Massingue referiu que uma CTA verdadeiramente coesa, representativa e forte só se constrói com o contributo de todos aqueles que partilham o compromisso com o desenvolvimento empresarial e o bem comum.
“Este acto marca, não apenas o início de um novo ciclo, mas, também, a renovação do nosso compromisso com a integridade, a transparência e o desenvolvimento sustentável do sector privado nacional”, disse Massingue.
Durante este mandato, a nova liderança compromete-se a reforçar a unidade empresarial; governação transparente e Inclusiva; representatividade nacional e regional; influência institucional e diálogo com o Estado; promoção de oportunidades e internacionalização das empresas moçambicanas.
Para o efeito, compromete-se a reforçar do papel da CTA como entidade representativa a nível nacional, focada no serviço eficaz aos seus membros, promover através do Diálogo Público-Privado, reformas institucionais e legislativas que fortaleçam o ambiente de negócios e incentivem o investimento produtivo; apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas, com enfoque no empreendedorismo jovem e feminino entre outras.
Massingue prometeu ser um Presidente aberto e fazer da CTA uma plataforma inclusiva, participativa e representativa.
Um espaço onde todas as vozes serão ouvidas, onde o mérito, a inovação e a ética orientarão nossa actuação. Neste sentido, será estabelecido um canal permanente de comunicação — através da linha “Fale com o Presidente” — como instrumento de escuta activa e de aproximação aos membros e à sociedade em geral.
Já o Presidente cessante, Agostinho Vuma, recomendou à nova liderança da CTA a apostar na coesão do movimento associativo empresarial, de modo a tornar a agremiação mais forte na promoção e condução do Dialogo Público-Privado, na defesa e advocacia que promovam cada vez melhor ambiente de negócios, na maior coerência e compromisso na manutenção de uma CTA viva e dinâmica.
“Não hesitem em desconstruir qualquer aspecto da nossa actuação que julgarem inadequado para a vossa missão. O essencial é que nunca matem o Dialogo Público-Privado”, frisou Agostinho Vuma, recomendando a contínua advocacia pelas reformas necessárias para a melhoria do ambiente de negócios.
Destacou quatro grandes áreas prioritárias para reforma, nomeadamente a reforma fiscal, reforma da Administração Pública, fortalecimento e coesão do associativismo empresarial e o aprimoramento dos instrumentos normativos internos, quais sejam a revisão dos Estatutos, Regulamento Eleitoral e o Código de Ética, este último que ficou por concluir.
Referiu que deixa uma CTA num patamar nunca antes conhecido que conquistou uma posição social, nacional e internacional, de níveis invejáveis.
(AIM)
Sg.
