Maputo, 29 Mai (AIM) – O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) afirma que a taxa de acesso a energia eléctrica no país regista progressos significativos, de 36,8 por cento em 2020 para 60,2 por cento no ano transacto.
A directora nacional de energia, no MIREME, Marcelina Mataveia, destaca que a energia é o motor que impulsiona o desenvolvimento e bem-estar do mundo, pelo que Moçambique não é uma excepção.
“A energia é também um elemento mais importante da vida moderna do país, ela alimenta as nossas casas, indústrias, hospitais, escolas e outras infra-estruturas do interesse público e privado”, disse.
Mataveia falava nas celebrações do Dia Mundial de Energia que hoje (29) se assinala e no decurso da mesa redonda que académicos, gestores de energia, parceiro e outros extractos sociais.
“Por isso, vamos aproveitar o ensejo das celebrações do dia, para uma reflexão sobre temáticas relacionadas com a energia eléctrica com enfoque para o processo de electrificação nacional, considerando o alcance do acesso universal até 2030 de energia eléctrica”, referiu
Recordou que em 2018, o governo concluiu a electrificação de todas sedes distritais, tendo em 2020 iniciado com a cobertura das sedes dos postos administrativos.
“O número de ligações para o consumo diverso, comercial nacional, tem sido satisfatório e encorajador graças a combinação de esforços dos projectos da rede, implementada pela Electricidade de Moçambique e fora da rede pelo Fundo Nacional de Energia (FUNAE)”, disse.
A fonte sublinha que, gradualmente, os moçambicanos estão a conhecer os benefícios deste precioso recurso na vida da população.
“O impacto da energia não se confina aos aspectos e fundamentos económicos, pelo contrário a energia responde actualmente as necessidades do consumo das famílias, levando Infra-estruturas sócio económicas de utilidade pública às zonas mais recônditas, onde vive maior parte dos moçambicanos”, disse.
O MIREME entende que durante as celebrações da efeméride não se pode deixar de fora o processo de transição energética, atendendo que o país detém um vasto potencial energético.
Aliás, a estratégia energética no final do ano 2023, lançada em Dubai, envolve actividades para a sua implementação estratégia.
“Um dos grandes pilares da estratégia tem sido alavancar os vastos recursos energéticos que o país dispõe, com intuito de tornar Moçambique um hub energético”, disse
“Temos recursos renováveis e não renováveis, particularmente o gás natural que é considerado na nossa estratégia como um recurso importante para a transição energética”, disse.
A Central Termoeléctrica de Temane movida a gás natural constitui um grande contributo na provisão energética no sentido de alimentar as necessidades e uso de excedente para exportação.
Acrescentou que um dos maiores desafios é a vandalização de equipamento e roubo de energia eléctrica que estão a atrasar o alcance da meta do acesso universal de energia no país.
“Há que contribuirmos e fazer esforços e trabalhar com diferentes sectores, diferentes níveis da comunidade e para resolver as questões que atrasam o desenvolvimento “, referiu.
Actualmente a taxa de cobertura é de 60,2 por cento. O governo pretende unir sinergias para remover os obstáculos que atrasam o crescimento da taxa de acesso universal de 2030.
(AIM)
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