Agente da Polícia Municipal mobiliza vendedores informais a saírem das ruas
Maputo, 7 Jul (AIM) – O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) deu início, esta segunda-feira (07), a uma campanha de sensibilização dirigida aos vendedores informais instalados nos passeios, rotundas e bermas da faixa de rodagem na Praça dos Combatentes, vulgarmente conhecida como “Xiquelene”.
A acção visa garantir uma melhor organização do espaço público e assegurar a segurança de peões e automobilistas naquele espaço. A campanha apela também à responsabilidade dos consumidores, encorajando-os a efectuar compras apenas em locais apropriados.
Segundo o porta-voz da Polícia Municipal ao nível da capital, Naftal Lay, prevê-se a retirada de cerca de três mil vendedores informais que actualmente ocupam aquele espaço.
“Estamos a falar de uma previsão de cerca de três mil vendedores, neste momento, que ocupam este perímetro da Praça dos Combatentes”, explicou.
Lay adiantou que os vendedores informais dispõem de um prazo de sete dias para abandonarem os locais impróprios, sobretudo as áreas junto ao monumento, devendo dirigir-se aos mercados formais da cidade, como o Mucoreano e o 1.º de Junho.
“Já está na sua recta final. Daí que, a partir de hoje, dia 7, vamos dar a última oportunidade de sensibilização aos vendedores para começarem a ocupar outros locais adequados para essa actividade”, acrescentou.
O plano municipal está dividido em duas fases: a primeira, de sete dias, é dedicada à sensibilização; a segunda prevê a proibição da venda informal naquele local.
“Estamos a falar da primeira fase, que é de 7 dias. Mas o nosso plano tem uma segunda fase. A segunda fase, que vai avançar depois dos sete dias, será exactamente de proibir a venda neste local. É verdade que a polícia, como sempre, vai privilegiar aquilo que é o diálogo, mas a segunda fase vai culminar com a proibição de venda neste local”, precisou Lay.
As autoridades orientam os vendedores a deslocarem-se para mercados como o Mucoreano, 1.º de Junho e Compone, onde, segundo Lay, existem bancas disponíveis.
“Temos aqui mesmo, a uns 100 metros, o Mercado 1.º de Junho e outros mercados disponíveis para serem ocupados. E é um trabalho que estamos a fazer em simultâneo. Enquanto sensibilizamos, os técnicos da Direcção de Mercados também estão a trabalhar no sentido de receber e atribuir bancas.”
Lay acrescentou que o Conselho Municipal vai indicar espaços e proceder à atribuição de bancas que ofereçam melhores condições para o exercício da actividade comercial.
A medida é igualmente extensiva aos transportadores semicolectivos de passageiros, vulgarmente conhecidos como “chapeiros”, bem como aos prestadores de serviços de “boleia paga”.
“Não só os vendedores, também estamos a apelar aos transportadores semicolectivos de passageiros para procederem com o embarque e desembarque no interior do Terminal Rodoviário da Praça dos Combatentes”, alertou.
Lay revelou que o município já manteve encontros com os transportadores para abordar a questão do estacionamento irregular.
“Aos transportadores de boleia paga, que também ocupam — que vinham ocupando de forma ilegal — algum espaço aqui na rotunda, com o estacionamento praticamente proibido, já tivemos um encontro ainda na semana passada. Explicámos e apelámos para não ocuparem, para não estacionarem de forma irregular os espaços outrora por si ocupados”, afirmou.
O porta-voz reiterou que o objectivo da medida não é acabar com a boleia paga, mas sim organizar os operadores, de modo a cumprirem com o Código da Estrada e com a postura municipal de trânsito.
“Não é esse o nosso objectivo, mas sim organizá-los de modo a estacionarem dentro do previsto no Código de Estrada e da postura de trânsito”, reforçou.
Findo o prazo de sete dias, as autoridades municipais deverão adoptar medidas coercivas para impedir a continuidade da venda em locais proibidos.
Por sua vez, Ricardo Vilanculos, vendedor informal há mais de 14 anos considera positiva a iniciativa, mas apela à criação de mais mercados para acolher todos os comerciantes.
“Tem que se fazer um mercado adequado, consoante as pessoas que estão a vender nos passeios. Não estamos a negar sair, mas tem o município tem que se organizar e fazer um mercado decente. Nós vamos sair”, afirmou.
(AIM)
SNN/sg
