Formação de mulheres militares em posições de liderança, em matéria de liderança transformativa de género
Maputo, 7 Jul (AIM)- O Ministério da Defesa Nacional (MDN) quer investir mais na capacitação de mulheres em posição de liderança no Exército moçambicano e outras áreas com vista a promover modelos de gestão transformadora e inclusiva.
O anúncio foi feito hoje (07), em Maputo, na abertura de um Workshop de três dias que visa, entre vários objectivos, capacitar mulheres, oficiais superiores em posição de liderança e tomada de decisão no sentido de assumirem o estilo de liderança transformacional, como estratégia para a promoção da igualdade de género e empoderamento das mulheres das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Segundo a representante do Ministério da Defesa Nacional, Lola Paulino, a iniciativa é estratégica tendo em conta que está inserida nos esforços de implementação da agenda das mulheres
Segundo Lola Paulino, a iniciativa contribui também para o reforço das competências de liderança das mulheres oficiais com enfoque no modelo transformacional, virado para inclusão, equidade e promoção da igualdade de género no sector da defesa
“Este evento prevê uma forte componente participativa, permitindo a troca de experiências, reflexão individual, colectiva e simulação de práticas com vista a consolidar uma visão estratégica e colaborativa da liderança”, disse.
Espera-se que participantes saiam dotados com ferramentas para contribuir de forma activa na implementação da agenda de Mulheres, Paz e Segurança (MPS), aplicação de princípios de liderança inclusiva nas suas funções e o reforço do compromisso institucional com qualidade de género através das redes de colaboração entre mulheres líderes.
Já a representante da ONU-Mulheres, Marie Kayizire, explicou que a parceria com o MDN tem sido gratificante e com resultados promissores.
“Esta formação enquadra-se em quatro áreas temáticas de trabalho da ONU mulheres, nomeadamente, participação na política, liderança e tomada de decisões, paz e segurança”, disse.
Este tipo de formação é a única em vários aspectos, sendo a primeira com informação que abrange mulheres militares em posição de chefia e tomada de decisão.
“Tem lugar num ano em que celebra-se os 30 anos da adopção da declaração e plataformas de Beijing que continua a ser o instrumento global mais abrangente dos direitos das mulheres”, disse.
Por outro lado, tem lugar no ano que se celebra 25 anos da resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que criou as condições para a reforma através da resolução subsequente, a importância das Forças Armadas para o alcance da igualdade de género.
(AIM)
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