1º vice-presidente da Assembleia da República, Hélder Injojo
Maputo, 24 Mai (AIM) – A formação das deputadas da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, constitui um ponto de partida para uma Casa do Povo mais inclusiva e mais justa, e um país verdadeiramente igualitário e equitativo.
Esta é a asserção do 1º vice-presidente da AR, Hélder Injojo, proferida durante a cerimónia de abertura da formação das 98 deputadas eleitas na X Legislatura, em curso, que teve lugar hoje em Maputo.
Injojo esteve no evento em representação da presidente da AR, Margarida Talapa, que terminou hoje a visita de trabalho de quatro dias à Rússia.
“Mais do que uma oportunidade, a formação é também um ponto de partida; um ponto de partida para a consolidação de um parlamento mais inclusivo, de uma sociedade mais justa, e de um Moçambique verdadeiramente igualitário e equitativo”, disse.
Promovida pela ONU-Mulheres, com o lema “Liderança Transformacional na Perspectiva de Género para Mulheres Parlamentares”, visa dotar as mulheres parlamentares com ferramentas para assumirem o estilo de liderança transformacional no exercício das suas funções de representação legislativa e fiscalizadora.
Visa igualmente, criar uma estratégia nas deputadas para promover a equidade de género e empoderamento da mulher, para que possam ter uma maior participação nos processos de liderança e tomada de decisão.
Por isso, Injojo encoraja cada deputada a assumir a formação como um espaço de auto-reflexão, partilha de experiências e construção de alianças e novas ideias, no caminho de uma sociedade cada vez mais justa, equitativa e equilibrada.
“Que os conhecimentos adquiridos aqui se convertam em acções concretas nos vossos círculos, quer sociais, profissionais, comunitários ou eleitorais”, disse, para de seguida sublinhar que cada iniciativa de lei de cada deputada, incluindo intervenção ou fiscalização, deve trazer consigo a marca da sensibilidade de género e da liderança transformadora.
De acordo com Injojo, a liderança transformacional na perspectiva de género é mais do que uma abordagem de gestão; é um compromisso ético e político com a mudança social, inclusão e com o empoderamento.
“É assumir uma postura crítica e emancipatória face as estruturas patriarcais ainda prevalecentes na nossa sociedade e nas nossas instituições, em particular. É precisamente este o cerne da formação”, afirmou.
Ao capacitar as deputadas, segundo o 1º vice-presidente da AR, é preparar o terreno para políticas públicas mais justas, representativas e eficazes, incluindo o fomento de uma nova cultura política de equidade, diálogo e de resultados assentes em princípios e valores de justiça social.
Por seu turno, a representante da ONU-Mulheres em Moçambique, Marie Kayisire, disse que a liderança transformativa de género é um chamamento à acção, explicando de seguida que se trata de um liderança que escuta as vozes das mulheres e raparigas, e responde aos seus apelos, que actua intencionalmente para desmantelar estruturas de poder que impõem e reforçam as desigualdades entre homens e mulheres.
É uma liderança que inspira mudanças sistémicas, sobretudo nas leis, políticas, instituições, bem como nos estratos sociais, a partir de cada deputada.
“Queremos que”, afirmou Kayisire, “cada uma de vós, mulheres líderes, se veja como uma agente de mudança, para a igualdade de género que almejamos tenha lugar. A transformação de que precisamos não será possível sem a vossa sabedoria, coragem, visão e compromisso. Ao capacitar-nos mutuamente, criamos um legado de liderança que beneficiará não apenas esta legislatura, mas também as gerações futuras”.
Participaram na formação todas as deputadas das quatro bancadas da AR, nomeadamente, Frelimo, partido no poder; Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique, o maior partido da oposição; a Renamo, o segundo da oposição; e o Movimento Democrático de Moçambique, o terceiro da oposição.
(AIM)
Ac/sg
