Chimoio (Moçambique), 08 Jul (AIM) – A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, na província central de Manica, seis indivíduos indiciados no crime de tráfico de seres humanos.
Trata-se de quatro cidadãos de nacionalidade chinesa e dois moçambicanos que traficaram e abusaram sexualmente uma cidadã de nacionalidade vietnamita com promessa de emprego, em Moçambique, concretamente na província de Manica.
Durante a detenção, a polícia encontrou na posse destes indivíduos algumas armas de fogo, computador, telemóveis e um valor monetário não especificado.
O chefe de departamento das Relações Públicas no comando provincial da PRM, em Manica, Mouzinho Manasse, explicou que a neutralização dos seis indivíduos ocorreu, há dias, em resultado de trabalho de investigação levado a cabo pela corporação e outras instituições.
“Eles convidaram a cidadã para se deslocar a Moçambique com a promessa de emprego. Quando chegou no território nacional, foi colocada em cativeiro e abusada sexualmente. Recebemos denúncias e iniciamos um trabalho de investigação que culminou com a detenção dos seis cidadãos”, disse.
Segundo Manasse, dos cidadãos nacionais, ora detidos, foram encontrados na companhia dos quatro chineses.
“Ainda não sabemos o grau de envolvimento dos dois cidadãos moçambicanos neste crime. Mas o que podemos assegurar é que estavam com os chineses no momento da detenção. Neste momento decorrem trabalhos para aferir o grau de envolvimento de cada um dos indiciados no crime”, acrescentou.
Assegurou, ainda, que as armas também serão levadas para exame balístico, no sentido de obter mais informações sobre os contornos deste crime.
“A cidadã vietnamita está sob proteção da polícia. Portanto, no momento oportuno havemos de trazer mais detalhes sobre este crime. Pretendemos saber se se trata de uma rede que envolve mais cidadãos neste crime”, explicou Manasse.
Há dias, a PRM desmantelou uma rede de desvio e venda de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde (SNS), na cidade de Chimoio.
O grupo era composto por cinco cidadãos, dos quais dois agentes de serviço afectos ao armazém de medicamentos e três trabalhadores da uma empresa de segurança.
O medicamento era entregue aos revendedores que vendiam no mercado negro, na cidade de Chimoio e em outros distritos da província de Manica.
O roubo de medicamentos era feito na calada da noite nos armazéns, com a cumplicidade de alguns agentes de seguranças.
O grupo apagava as luzes para impossibilitar a captação de imagens pelas câmeras de segurança. Depois, as caixas eram colocadas em viaturas que as transportavam para fora do recinto do armazém.
Neste momento, os cinco detidos aguardam por procedimentos legais e serão levados à justiça para serem responsabilizados pela prática deste tipo legal de crime.
(AIM)
Nestor Magado (NM)/dt
