Maputo, 12 Jul (AIM) – A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, afirmou esta Sábado (12), em São Tomé, que o país está receptivo a intensificar a cooperação económica com São Tomé e Príncipe, após 50 anos de uma colaboração centrada sobretudo nos domínios político e formativo.
A declaração foi feita durante um breve contacto com a imprensa, à margem da cerimónia oficial que assinalou os 50 anos de independência do arquipélago, em que a Primeira-Ministra participou em representação do Presidente da República, Daniel Chapo.
“Estamos abertos a avançar para a cooperação económica; temos estado mais focados na cooperação política e na área de formação. Agora, é tempo de aprofundar a vertente económica”, afirmou Benvinda Levi.
Segundo a dirigente, São Tomé e Príncipe possui valências relevantes, como a produção de café, que podem ser exploradas em parceria com Moçambique, de igual modo, o arquipélago poderá identificar áreas de interesse estratégico em Moçambique para desenvolver projectos conjuntos.
A cooperação bilateral entre os dois países falantes da língua portuguesa, tem sido marcada por acordos nas áreas da justiça, educação, combate ao crime e isenção de vistos, na base de uma cooperação que apesar dos desafios, Levi expressou otimismo: “Temos capacidade de os superar”, vincou.
A Primeira-Ministra destacou o contributo de Moçambique na formação de estudantes são-tomenses em instituições como a Universidade Eduardo Mondlane e a Academia de Ciências Policiais.
Durante a visita oficial, que decorre até domingo (14), Levi reuniu com a comunidade moçambicana residente em São Tomé e Príncipe para ouvir as suas preocupações e explorar formas de aprofundar a cooperação bilateral.
“É interessante ouvir também as expectativas deles e perceber como desejam contribuir para o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou.
Um dos temas levantados pela comunidade diz respeito à dificuldade em obter bilhetes de identidade moçambicanos, o que dificulta o acesso a outros documentos essenciais. “São Tomé e Príncipe é assistido a partir da nossa missão diplomática em Angola. Por isso, podemos garantir o envio de uma brigada móvel para resolver a questão documental”, assegurou.
A visita oficial de quatro dias ocorre a convite do Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, e visa reforçar os laços históricos entre os dois países lusófonos, com destaque para a transição de uma relação essencialmente política para uma cooperação com maior impacto económico e social.
(AIM)
Ac/PC
