Alteza Real, Infanta Cristina de Bourbon, durante o Fórum Global de Inovação e Acção para a Imunização e Sobrevivência Infantil 2025, em Maputo, Moçambique
Maputo, 24 Jul (AIM) – A Fundação espanhola la Caixa reitera o compromisso da instituição em intensificar os esforços globais no combate à mortalidade infantil, através de imunização, como uma das ferramentas mais eficazes para a África Subsaariana.
A abordagem foi defendida por sua Alteza Real, a Infanta Cristina de Bourbon, durante o Fórum Global de Inovação e Acção para a Imunização e Sobrevivência Infantil 2025, que decorre em Maputo, Moçambique.
“Esta é uma oportunidade única para continuar a combater as desigualdades que afectam as populações mais vulneráveis, sempre alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2030.” Defendeu que a imunização infantil é uma das ferramentas mais eficazes na promoção da justiça social, protecção da infância e garantia de igualdade de oportunidades.
A Infanta destacou os esforços da Fundação la Caixa na promoção de vacinas inovadoras para combater doenças infantis como pneumonia, malária e desnutrição, as principais causas de morte em crianças com menos de cinco anos em África. Chamou atenção para o elevado número de mortes neonatais, a maioria das quais preveníveis com o acesso a vaccinas e cuidados básicos de saúde.
“Todos os anos, 4,8 milhões de crianças morrem antes dos cinco anos. Destas, 2,3 milhões morrem no primeiro mês de vida, muitas por causas evitáveis. É uma realidade que exige acção urgente,” declarou.
De acordo com a fonte, desde 1997, a Fundação la Caixa desenvolve iniciativas de cooperação internacional focadas na saúde global e sobrevivência infantil, operando em África, Ásia e América Latina. A fundação apoia directamente investigação biomédica em Espanha e Portugal, mas também mantém parcerias com entidades como a Fundação Gates, GAVI, UNICEF, ACNUR e o ISGlobal, instituto criado em 2010 para quebrar o ciclo de pobreza e doença no mundo.
Uma das iniciativas emblemáticas referidas pela Infanta foi o estudo ICARIA, na Serra Leoa, que investiga o impacto de combinações terapêuticas na vacinação infantil. Além disso, a fundação está a financiar vacinas essenciais para doenças como a meningite e o estreptococo do grupo B, este último responsável por nascimentos de nados-mortos e mortes neonatais precoces.
Por isso, a Infanta Cristina apela à consolidação de parcerias entre governos, sector privado e fundações filantrópicas, salientando que o futuro da saúde infantil depende de acções integradas e do fortalecimento da resiliência dos sistemas nacionais de saúde nos países mais afectados.
“O nosso objetivo é que, daqui a 20 anos, Moçambique e outros países africanos possam financiar os seus próprios programas de vacinação, garantindo acesso universal às vacinas que salvam vidas”, vincou.
(AIM)
Paulino Checo/sg
