Cheias em Pemba, capital da Provincia de Cabo Delgado. foto arquivo
Maputo, 12 Ago (AIM) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco e Desastres (INGD) é desafiado a migrar do reactivo para o proactivo, com enfoque na prevenção e na resiliência.
O repto foi lançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que acrescentou que o INGD necessita de um contínuo investimento em infra-estruturas de protecção em sistemas de alerta precoce funcionais e um planeamento territorial sobre riscos climáticos.
Chapo falava hoje em Maputo, durante a cerimónia de tomada de Luísa Meque, e Gabriel Monteiro, que foram reconduzidos aos cargos de presidente e vice-presidente, do INGD respectivamente.
“Não podemos continuar a correr atrás da destruição. O nosso país enfrenta um círculo vicioso de secas, cheias, inundações e ciclones, e nós já temos plena noção das épocas e das suas necessidades”, disse.
O INGD, segundo o Chefe do Estado, também enfrenta a percepção pública de ineficácia e, em alguns casos, de opacidade. “Esta percepção tem de acabar, e isso começa com a vossa liderança”, afirmou.
A administração dos dois reconduzidos, de acordo com Chapo, deve primar pela tolerância zero para o desvio de fundos, e na burocracia, esta que paralisa a resposta célere de que se espera.
Exigiu uma gestão financeira criteriosa, recomendando de seguida que os contratos para a aquisição de material de emergência devem ser absolutamente transparentes e obedecer, de forma rigorosa, a todos os trâmites legais, sem desrespeitar a necessidade de urgência e emergência.
“A integridade”, disse Chapo, “não é uma opção; é um dever de todos nós como moçambicanos”.
O Presidente da República enfatizou que o futuro do país depende da capacidade de proteger os moçambicanos das intempéries e desafios da vida, por isso, acredita ser este o tempo de transformar a vulnerabilidade em resiliência.
“O vosso mandato é garantir uma resposta humanitária digna, célere e transparente. Cada família, cada criança deslocada merecem a nossa atenção e o nosso apoio. Não podemos aceitar a ineficiência que, por vezes, tem manchado a entrega da ajuda humanitária no nosso país”, realçou.
Falando particularmente dos deslocados internos, Chapo afirmou ser uma questão de honra nacional a gestão do primeiro e mais urgente desafio, considerando o número cada vez mais crescente, dos deslocados, seja por desastres naturais, seja por conflitos armados, citando como exemplo os esporádicos ataques terroristas que se registam em alguns distritos da província nortenha de Cabo Delgado.
O Presidente exige que os desafios apontados devem ser prontamente resolvidos.
(AIM)
Ac/sg
