Representante Residente Adjunta da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Takahashi Sulimara
Maputo, 31 Ago (AIM) – O Japão reafirma o seu compromisso de continuar a apoiar Moçambique no processo de desenvolvimento, através de investimentos estratégicos em infra-estruturas, formação de capital humano e apoio social.
A garantia foi dada hoje (31), em Maputo, pela Representante Residente Adjunta da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Takahashi Sulimara, a margem da 60ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2025).
Segundo a responsável, o Japão já canalizou para Moçambique mais de 400 milhões de dólares em empréstimos, 1.170,4 milhões de dólares em doações, cerca de 350 milhões em cooperação técnica, além de ter enviado 1.973 peritos japoneses e concedido 17 mil bolsas de estudo a moçambicanos em diversas áreas.
So entre abril de 2023 e março de 2024, o Japão reforçou a sua cooperação com Moçambique com um pacote diversificado de apoio, 2,1 mil milhões de ienes (cerca de 14,5 milhões de dólares) em cooperação técnica, 2,8 mil milhões de ienes (aproximadamente 19 milhões de dólares) em donativos não reembolsáveis, 172 peritos japoneses destacados para diferentes sectores estratégicos no país, 174 bolseiros moçambicanos enviados para cursos de formação no Japão ou em terceiros países e 43 voluntários japoneses mobilizados para apoiar projectos em áreas rurais de Moçambique.“O nosso objectivo é reforçar as parcerias, dar maior visibilidade às nossas actividades e, sobretudo, mostrar ao público em geral o impacto dos projectos apoiados pelo Japão. Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados nesta edição da FACIM”, destacou Takahashi Sulimara.
Entre os grandes projectos apoiados pelo Japão destacam-se a reabilitação do Porto de Nacala e a construção da Central Termoeléctrica de Maputo, infra-estruturas consideradas cruciais para dinamizar a economia moçambicana. No sector agrícola, o Japão tem estado a investir na produção de arroz, bem como em iniciativas voltadas para pequenas e médias empresas, com enfoque no acesso ao mercado e aumento da produtividade.
A cooperação estende-se ainda à pesca, elaboração de planos directores urbanos e ao apoio às cadeias de valor agrícola, para garantir maior sustentabilidade às comunidades rurais.
No sector social, a JICA está a conduzir um programa de saúde materno-infantil e apoia a expansão do Hospital Central de Maputo, com a construção de uma nova ala. A formação de quadros continua a ser uma prioridade, com centenas de técnicos moçambicanos enviados anualmente para capacitação no Japão.
“Acreditamos que o desenvolvimento só acontece quando há pessoas capacitadas para conduzir o processo. Por isso, investimos fortemente em formação e transferência de conhecimento”, sublinhou Sulimara.
A representante da JICA revelou que o volume anual de cooperação japonesa em Moçambique ronda 10 a 15 milhões de dólares, variando consoante os projectos em curso. Só no último ano, mais de 170 peritos japoneses estiveram em Moçambique e cerca de 170 moçambicanos participaram em formações no Japão e noutros países.
Nos próximos anos, o Japão pretende consolidar o apoio ao Corredor de Nacala, que liga Moçambique à Zâmbia e ao Malawi, e reforçar as acções de reconstrução e promoção da paz em Cabo Delgado, região fortemente afectada pelo terrorismo.
“O nosso compromisso é apoiar Moçambique na reconstrução sustentável e na construção de resiliência, sobretudo no norte do país. É uma prioridade para o Japão, porque entendemos que a paz e o desenvolvimento devem caminhar juntos”, concluiu Sulimara.
Com uma cooperação que alia infra-estruturas, desenvolvimento social e capacitação humana, o Japão mantém-se como um dos parceiros mais estratégicos de Moçambique, reafirmando na FACIM 2025 o seu papel central no processo de modernização e crescimento inclusivo do país.
(AIM)
Paulino Checo/sg
