Delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Manica, Moisés Dzimba
Chimoio (Moçambique) 10 Set (AIM) – As obras da ponte sobre o rio Nhamacombe, que liga os distritos de Guro e Tambara, na província de Manica, centro de Moçambique, poderao estar concluída até primeiro semestre do próximo ano (2026).
Neste momento, a empreitada está numa fase de execução de dez por cento.
É uma infra-estrutura que está a ser erguida de raiz em substituição de uma outra ponte destruída, este ano, pelas chuvas na época 2024/25.
A ponte facilitará a comunicação rodoviária entre os distritos de Guro e Tambara através da estrada regional número 529.
O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Manica, Moisés Dzimba explicou, há dias, que também será erguido um aqueduto que permitirá melhor segurança na circulação de pessoas e bens naquela rodovia.
“E o empreiteiro está totalmente mobilizado e a fazer as fundações. Acreditamos que dentro dos próximos seis meses teremos essa infra-estrutura em melhores condições de transitabilidade. O que pretendemos é que as pessoas circulem em segurança” assegurou Dzimba.
Referiu que embora esteja a aproximar a época chuvosa, sempre que as condições climatéricas permitirem, as obras estarão a ser executadas sem interrupção.
“Queremos que antes do pico da época chuvosa e ciclónica que é de Janeiro à Março, a infra-estrutura esteja em condições de acomodar o trânsito rodoviário”.
Afirmou que para toda a empreitada, serão aplicados cerca de 79 milhões de meticais, valor financiamento governo de Moçambique através da Administração Nacional de Estradas (ANE).
“Serão cerca de 79 milhões de meticais do orçamento do Estado. O valor poderá ser usado também para trabalhos de terraplenagem de sete quilómetros que começa da Estrada Nacional número sete (EN7) até a ponte sobre o rio Nhamacombe”.
Dzimba explicou que actualmente, ligação terrestre entre os distritos de Guro e Tambara é feita através de um desvio aberto no local onde decorre a obra.
No entanto, espera-se que nos próximos meses esteja concluída a construção da ponte, que no seu entender, será resiliente a qualquer fenómeno climático caracterizado por chuvas torrenciais, ventos e cheias.
Na época chuvosa 2024/ 25, o rio Nhamacombe ficou inundado e, como consequência, a ponte foi arrastada por causa da fúria das águas.
Durante alguns dias, os distritos de Guro e Tambara ficaram incomunicáveis por terra, o que dificultou, de certa maneira, a circulação de pessoas e bens de e para Tambara.
Aliás, como resultado causado por este fenómeno, o distrito de Tambara registou escassez de alimentos de primeira necessidade devido a intransitabilidade na ponte sobre o rio Nhamacombe.
(AIM)
Nestor Magado (AIM) /sg
