Ensino a distância. Foto UNISCED
Maputo, 14 Set (AIM) – O ensino à distância surge como solução estratégica para educar um maior número de cidadãos em África, sem necessidade de construir novas infra-estruturas físicas afirma a Universidade de Ciências da Educação (UNISCED).
A asserção foi proferida esta manhã (14) porMartins Laita, Reitor da Universidade de Ciências da Educação (UNISCED), em entrevista à Rádio Moçambique (RM), tendo sublinhado que o crescimento desta modalidade tem sido impulsionado pelos avanços tecnológicos, bem como pela crescente procura de alternativas flexíveis de aprendizagem.
Para Laita, o país ainda enfrenta desafios ligados ao acesso à internet, ao custo de dados e à carência de equipamentos digitais, fatores que, consequentemente, limitam a inclusão de muitos estudantes em diferentes países africanos.
Por isso, estes obstáculos tornam urgente a criação de parcerias entre governos, setor privado e universidades, de forma a ampliar o acesso à educação digital e a reduzir desigualdades.
Laita sustentou ainda que a educação à distância permite expandir a inclusão, promover a autonomia dos estudantes e fortalecer a qualidade do ensino superior, sendo, por conseguinte, particularmente estratégica para países em desenvolvimento.
“A internet continua cara em muitos países africanos. O desafio é garantir que os estudantes tenham acesso a dados e dispositivos a preços acessíveis”, sublinhou, destacando a importância de parcerias entre governos, setor privado e universidades para mitigar estes obstáculos.
Em Moçambique, iniciativas como o programa “um estudante, um computador” procuram ampliar a inclusão digital e reduzir o impacto das desigualdades sociais.
Além disso, frisou que a UNISCED garante formação online de qualidade para cerca de 30 mil estudantes, tendo graduado mais de 11 mil em dez anos, consolidando-se como referência na educação à distância no país.
O Conselho Africano de Educação à Distância (ACDE) defende, igualmente, que a cooperação entre universidades africanas, através da partilha de bibliotecas virtuais, intercâmbio de docentes e desenvolvimento de plataformas conjuntas, poderá elevar a qualidade e a abrangência da educação à distância em todo o continente.
(AIM)
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