Presidente da República, Daniel Chapo, discursa nas Celebrações do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Foto Carlos Júnior
Maputo, 25 Set (AIM) – As celebrações do 61º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, assinaladas esta quinta-feira na Matola, serviram de palco para uma mensagem de apelo ao envolvimento cívico e patriótico dos cidadãos.
Durante a cerimónia central do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), o Chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo, destacou que a preservação da soberania nacional não depende apenas dos militares ou da polícia, mas exige a participação ativa da população.
“O contributo de cada cidadão pode fazer a diferença, mesmo em pequenos gestos, como a vigilância no bairro, a denúncia de actividades suspeitas ou a promoção da paz nas comunidades”, sublinhou.
O Presidente reforçou que o 25 de Setembro deve ser visto como um marco de inspiração para as novas gerações, recordando o sacrifício dos combatentes que tornaram possível a independência nacional em 1975. “Honrar os nossos heróis é também assumir a responsabilidade de defender a unidade nacional e o progresso colectivo”, afirmou.
Ao longo da sua intervenção, Chapo apontou ganhos alcançados após a independência, como o alargamento da rede escolar, a expansão do sistema nacional de saúde, a electrificação progressiva do país e a melhoria do abastecimento de água. Contudo, advertiu que estes avanços só serão preservados se os moçambicanos permanecerem unidos perante os desafios actuais, incluindo o terrorismo, o crime organizado e ameaças externas.
A efeméride também foi marcada com a distinção e condecorações de centenas de cidadãos nacionais em reconhecimento do seu contributo prestado ao desenvolvimento do país em diferentes áreas. As distinções abrangeram veteranos da luta armada, bem como personalidades ligadas à vida social, cultural e económica.
A cerimónia de atribuição foi conduzida pelos Secretários de Estado da Cidade de Maputo e das províncias, em representação do Presidente da República, permitindo que as homenagens alcançassem diferentes pontos do território.
Chapo salientou que estas distinções visam reforçar a ideia de que a pátria se constrói com o esforço colectivo, envolvendo tanto os que participaram directamente na luta de libertação, como os que hoje trabalham em prol do desenvolvimento nacional.
“A pátria exige a participação de cada um. Os nossos heróis deram-nos um exemplo de coragem e de sacrifício, e cabe-nos manter viva essa chama para que Moçambique continue um santuário de paz e progresso”, concluiu o Presidente da República.
(AIM)
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