Desfile Militar. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 25 Set (AIM) – O antigo Presidente da República, Filipe Nyusi, marcou a sua presença esta quinta-feira nas celebrações do 61º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, na Matola, onde aproveitou a oportunidade para enaltecer os jovens de ontem e de hoje pelo seu contributo na defesa da pátria moçambicana.
Nyusi sublinhou que a efeméride não deve ser apenas um momento de festa, mas também de reflexão. Homenageou os jovens de 1964, que iniciaram a luta armada, e destacou a bravura dos actuais combatentes das Forças de Defesa e Segurança (FDS), que continuam a proteger a independência nacional.
“Estes jovens que estão espalhados em todo o país merecem o nosso carinho e o nosso amor, porque a luta continua, agora contra a pobreza e contra os actos que prejudicam o desenvolvimento, como a vandalização de escolas, sistemas de energia e de abastecimento de água”, afirmou, defendendo maior vigilância e preservação das conquistas já alcançadas.
Por sua vez, o Ministro do Interior, Paulo Chachine, considerou que a disponibilidade dos jovens para servir o país é exemplo de elevado patriotismo.
“As Forças de Defesa e Segurança são republicanas. Defendem todos os moçambicanos, independentemente da sua afiliação partidária. Temos de incentivar e apoiar estes jovens que, em condições adversas, garantem a segurança do Estado”, frisou.
Chachine acrescentou que a modernização das Forças Armadas é uma prioridade permanente, num contexto marcado por ameaças terroristas e outros riscos regionais. “O combate não é fácil nem imediato. Exige persistência, envolvimento e continuidade de esforços”, observou.
Já a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, destacou que os jovens das FDS são defensores não apenas da soberania e da paz, mas também da independência económica do país. Talapa apelou ao engajamento colectivo no diálogo inclusivo em curso, visto como essencial para a reconciliação da família moçambicana.
“A tarefa do desenvolvimento e da paz efectiva de Moçambique é responsabilidade de todos nós e de cada um dos cidadãos”, sublinhou, encorajando os combatentes a prosseguirem com bravura e assegurando que contam com o apoio e carinho do povo moçambicano.
(AIM)
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