Maputo, 25 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou esta sexta-feira (24) em Lusaka, que Moçambique irá identificar espaços para a construção de porto secos, fronteiras flexíveis para Zâmbia, onde os trabalhadores dos dois países estarão juntos.
“Vamos encontrar espaços para construção de portos secos para a Zâmbia nos corredores de Nacala e da Beira para facilitar logística “, disse.
Segundo Chapo, uma das grandes preocupações da Zâmbia é a falta de energia eléctrica.
“Nós estamos a fazer grandes investimentos em Moçambique, convidamos já os nossos irmãos da Zâmbia, do governo do meu irmão o Presidente Hakainde Hichilema a virem a Moçambique dentro das próximas semanas para perceberem o projecto que temos de ampliar na barragem de Cahora Bassa na província de Tete, também a construção de uma grande barragem de cerca de 1.500 MW que chamamos de Mphanda Nkuwa”, disse.
Chapo, discursava em Lusaka nas comemorações do 61º aniversário da Independência da Zâmbia assinalado a 24 de Outubro.
“Temos descobertas de grandes reservas de gás em Cabo Delgado, os projectos já estão arrancar a nossa empresa de hidrocarbonetos tem uma quota-parte do gás doméstico “, disse.
O governo projecta a construção de mais centrais eléctricas movidas a gás natural, linhas para transporte de energia para a Zâmbia de modo a contribuir para o desenvolvimento industrial daquele país irmão.
Projecta-se igualmente o transporte de gás natural liquefeito para o porto da Beira e a construção de um gasoduto da Beira para Ndola no sentido de efectuar a bombagem de gás por via gasoduto como acontece actualmente entre Moçambique e África do Sul, disponibilizando gás de cozinha para a Zâmbia.
O Presidente da República, referiu que os 61 anos da independência da Zâmbia tem demonstrado maturidade política, coesão social e determinação no caminho do crescimento económico.
“A 24 de Outubro de 1964 da sua bandeira de liberdade, Zâmbia afirmava o seu direito e a esperança de um futuro africano construído pelos seus próprios filhos zambianos “, disse.
Sublinhou que a coragem e a visão do saudoso Presidente Kenneth Kaunda deixaram um legado profundo para Zâmbia e o continente africano no geral.
Referiu que a Zâmbia, apoiou os combatentes moçambicanos da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), oferecendo abrigo e solidariedade.
“7 de Setembro é uma data feriado nacional porque foi aqui na cidade de Lusaka, que a 7 de Setembro de 1974, foi assinado o Acordo de Lusaka entre Moçambique e Portugal, dando início a proclamação da independência nacional no dia 25 de Junho de 1975”, disse.
Refira-se que a visita do Chefe de Estado a Zâmbia terminou sexta-feira (24).
(AIM)
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