Maputo, 18 Nov (AIM) – Onze pessoas perderam a vida e duas ficaram feridas nas últimas 24 horas, em consequência de dois graves acidentes de viação registados nas províncias de Nampula e Tete, norte e centro de Moçambique, respectivamente.
Os números foram avançados pelo Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), através de um comunicado de imprensa, apelando ao cumprimento rigoroso das normas de trânsito para travar a crescente sinistralidade rodoviária no país.
O acidente mais mortal ocorreu em Nampula, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Posto Administrativo de Namaita, Distrito de Rapale.
Segundo o comunicado, tratou-se de uma colisão frontal entre um veículo de passageiros, marca Toyota, modelo Hiace, e um veículo pesado de mercadorias marca Hino.
O impacto foi devastador. Um total de 10 pessoas morreram no local, incluindo ambos os condutores, e apenas um ocupante sobreviveu. As viaturas ficaram com danos materiais avultados.
As investigações preliminares indicam que o veículo de passageiros seguia no sentido cidade de Nampula – Murrupula quando, ao chegar ao local do sinistro, “embateu violentamente no veículo pesado de mercadorias que circulava no sentido oposto”, descreve o INATRO.
O segundo acidente registou-se na província de Tete, distrito de Changara, povoado de Chicombende, ao longo da N7. Neste caso, um veículo pesado de passageiros marca Yutong colidiu com um ciclomotor.
A violência do choque provocou uma morte, um ferido grave e também danos materiais avultados.
Face à gravidade dos acontecimentos, o INATRO apresentou “as mais sentidas condolências às famílias enlutadas” e reforçou o apelo para uma condução mais prudente.
A instituição sublinha que é urgente que todos os utentes da via pública cumpram rigorosamente as regras de trânsito, de forma a reduzir a sinistralidade rodoviária e preservar vidas humanas.
Os dois acidentes voltam a expor a vulnerabilidade das estradas nacionais e a necessidade de maior fiscalização, responsabilidade dos condutores e manutenção preventiva das viaturas.
Com 11 mortos num único dia, o país enfrenta mais um sinal alarmante de que a segurança rodoviária continua a ser um dos maiores desafios para as autoridades e para toda a sociedade.
(AIM)
Paulino Checo (PC)/mz
