Cidadãos rendem homenagem as vítimas do incêndio de Crans-Montana. Foto: swissinfo
Maputo, 03 Jan (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de condolências ao homólogo da Confederação Suíça, Guy Parmelin, na sequência de um incêndio ocorrido em Crans-Montana, que provocou a morte de mais de 40 pessoas e deixou acima de uma centena de feridos.
Na mensagem, o Chefe de Estado moçambicano manifesta profundo pesar pelo sucedido, afirmando que foi com “profunda consternação que tomámos conhecimento do incêndio de grandes proporções, ocorrido no dia 1 de Janeiro de 2026, na estação de esquiagem de Crans-Montana, que causou a morte de mais de 40 pessoas e acima de uma centena de feridos”.
Em nome do povo e do Governo da República de Moçambique, bem como em seu nome pessoal, Chapo expressou solidariedade para com o povo suíço, transmitindo sentimentos de pesar às famílias enlutadas e votos de rápido restabelecimento aos feridos.
O Presidente da República reafirmou ainda a proximidade e solidariedade de Moçambique para com a Confederação Suíça neste momento difícil. “O nosso pensamento está com o povo suíço e, em particular, com as famílias das vítimas e com todos aqueles que foram afectados por esta tragédia”, refere a mensagem.
Na mesma comunicação, o Chefe de Estado solicitou ao Presidente suíço que fizesse chegar às vítimas e às respectivas famílias a solidariedade do Estado moçambicano, sublinhando os laços de amizade e cooperação existentes entre os dois países.
Segundo informações avançadas por fontes oficiais suíças, o incêndio deflagrou na madrugada de 1 de Janeiro, no interior de um estabelecimento de diversão situado na estância de Crans-Montana, no cantão do Valais, onde dezenas de pessoas celebravam a passagem do ano. As chamas propagaram-se com grande rapidez, dificultando a evacuação do edifício e obrigando à mobilização imediata de vastos meios de socorro.
As autoridades indicam que mais de uma centena de pessoas sofreu ferimentos de diversa gravidade, sobretudo por inalação de fumo e queimaduras, tendo várias sido evacuadas para unidades hospitalares especializadas dentro e fora da região. Equipas de socorro, incluindo bombeiros, serviços médicos de emergência e meios aéreos, foram accionadas para prestar assistência às vítimas, muitas das quais encontravam-se em estado crítico.
A polícia suíça e o Ministério Público instauraram um inquérito para apurar as causas do incêndio, estando, entretanto, afastada qualquer suspeita de acto criminoso ou terrorista. As investigações preliminares apontam para uma origem acidental, possivelmente relacionada com o uso de materiais inflamáveis no interior do estabelecimento, que terão facilitado a propagação rápida do fogo.
O Governo suíço declarou luto nacional e assegurou apoio psicológico e social às famílias das vítimas, enquanto prosseguem os trabalhos de identificação e acompanhamento dos afectados por aquela que é considerada uma das mais graves tragédias registadas, nos últimos anos, numa zona turística do país.
Organizações humanitárias e autoridades locais intensificaram a assistência às vítimas, promovendo o fornecimento de abrigo temporário, alimentação e acompanhamento médico contínuo, especialmente aos feridos graves. Paralelamente, os meios de comunicação suíços têm destacado a solidariedade internacional e os esforços das equipas de socorro para reduzir o impacto desta catástrofe.
(AIM)
NL/ sg
