Nampula (Moçambique), 11 Jan. (AIM) – O sector da Educação na província de Nampula, no norte de Moçambique, prevê contratar, no presente ano lectivo, cujo arranque está marcado para o próximo dia 30 de Janeiro, mais 3.812 professores, com o objectivo de atender um efectivo escolar estimado em cerca de dois milhões de alunos.
A informação foi avançada recentemente, em Nampula, pelo director provincial da Educação, William Tunzine, durante uma conferência de imprensa.
Segundo o responsável, esta previsão vai ao encontro das necessidades locais, visando reduzir o número de professores que actualmente leccionam mais de uma turma, situação que tem resultado na acumulação de horas extraordinárias e na implementação do regime de turno e meio.
Até ao ano passado, a província de Nampula contava com um total de 27.090 professores, dos quais 10.984 são mulheres. O número de alfabetizadores voluntários era de 2.900. Já no ano lectivo de 2025, foram admitidos 852 novos professores.
“Prevemos, neste ano, contratar 3.812 professores. Estamos à espera da meta de alocação definida pelo nosso ministério, mas temos igualmente docentes a substituir. Por isso, vamos abrir dois concursos neste ano, incluindo o de substituição, para atender cerca de dois milhões de alunos da província de Nampula”, explicou Tunzine.
O director provincial reconheceu, entretanto, que o défice de docentes ainda persiste. “Continuamos com défice e, mesmo que consigamos contratar cerca de 2.000 professores, ainda será necessário admitir mais para eliminar os casos de turno e meio, segunda turma e horas extraordinárias. Contudo, não é possível prever a contratação de mais de 3.000 professores”, esclareceu.
De acordo com Tunzine, esta situação será mitigada de forma gradual. “Vamos minimizando progressivamente esta problemática. Nas turmas que não conseguirmos preencher, alguns professores continuarão a acumular horas extraordinárias e outros a leccionar em duas turmas”, afirmou.
Relativamente às recorrentes denúncias de cobranças ilícitas durante o período de matrículas, o director provincial assegurou que todas as unidades escolares estão devidamente informadas sobre os procedimentos correctos.
“Não são todas as escolas da província de Nampula que praticam cobranças ilegais. Infelizmente, em algumas escolas, pais, encarregados de educação e gestores acabam por definir cobranças durante o período de matrículas, o que não é permitido. As direcções das escolas já foram informadas, mas, infelizmente, ainda existem colegas que persistem nestas práticas, em conluio com os conselhos de escola”, lamentou.
Para desencorajar tais actos, Tunzine garantiu que serão tomadas medidas severas contra os infractores. “Continuaremos a ser implacáveis e a tomar medidas contra os gestores que insistirem nesta prática de cobranças para além da taxa de matrícula estabelecida pelo Ministério, durante o período oficial”, concluiu.
A abertura do ano lectivo de 2026, agendada para o dia 30 de Janeiro, na província de Nampula, terá lugar na nova Escola Secundária de Napacala, situada na periferia da capital provincial.
AIM / (Rosa Inguane) / PC
