Barragem de Locumue, que abastece a cidade de Lichinga, na província de Niassa
Nampula (Moçambique), 25 Jan (AIM) – As albufeiras da região norte de Moçambique continuam a registar níveis satisfatórios de enchimento, algumas acima dos 100 por cento da sua capacidade, num contexto marcado por uma ligeira redução da precipitação nos últimos dias.
Mantém-se em tendência ascendente a albufeira da barragem de Locumue, que abastece a cidade de Lichinga, na província de Niassa, a qual registava, até este domingo (25), um nível de enchimento de 55,5 por cento da sua capacidade máxima.
Apesar do cenário considerado favorável, a Administração Regional de Águas do Norte (ARA-Norte) reforça o apelo ao uso racional da água, sobretudo junto da população da cidade de Lichinga, servida pela barragem de Locumue.
De acordo com o mais recente boletim hidrológico da ARA-Norte, recebido pela AIM em Nampula, observa-se uma ligeira subida dos níveis hidrométricos em quase todas as bacias sob a sua jurisdição.
Quanto aos níveis de enchimento, as albufeiras de Nampula e Nacala, na província de Nampula, bem como a de Mitucue, em Niassa, atingem os 100 por cento. A barragem de Mugica, em Nampula, apresenta 91,4 por cento, Chipembe, em Cabo Delgado, 73,7 por cento, e Locumue, em Niassa, 54,9 por cento.
Entretanto, a previsão meteorológica aponta para a ocorrência de chuvas persistentes na província de Nampula nos próximos 15 dias, com eventos fracos a moderados e uma temperatura média de 28 graus centígrados.
Esta perspectiva anima os agricultores, que antecipam uma boa campanha agrícola, mas gera igualmente preocupação face ao estado degradado de muitas vias de acesso, sobretudo as estradas não revestidas e do interior.
Num balanço recente, a Administração Nacional de Estradas referiu a existência de transitabilidade condicionada em pelo menos 11 distritos, com destaque para os troços Ribáuè/Lalaua, Mogovolas/Moma, Nacala-a-Velha/Memba e Angoche/Larde/Moma.
O sector do comércio também manifesta preocupação com as dificuldades de circulação nas vias que ligam as zonas de produção aos mercados, situação que limita o uso de viaturas e obriga agricultores e comerciantes a transportar os produtos agrícolas em pequenas quantidades, recorrendo sobretudo a bicicletas e motorizadas.
(AIM)
RI/sg
