Estradas, danos causados pelas cheias
Maputo, 27 Jan (AIM) – O Governo moçambicano necessita de pelo menos 644 milhões de dólares para restaurar os danos causados pelas chuvas intensas registadas nos últimos 20 dias, que provocaram cheias e inundações em várias regiões do país, com maior incidência no centro e sul.
As cheias e inundações danificaram cerca de três quilómetros da Estrada Nacional Número Um (N1), a principal via rodoviária que liga o país de norte a sul.
No total, as restantes estradas ficaram destruídas numa extensão de 1.336,050 quilómetros.
Falando hoje na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, minutos após o fim da 2ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, explicou que os valores ainda são preliminares e constam do Plano de Reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas cheias e inundações.
As inundações resultaram em 12 óbitos, 45 feridos, entre graves e ligeiros, e quatro pessoas continuam desaparecidas.
O fenómeno afectou um total de 692.522 pessoas, correspondentes a 151.962 famílias.
Em termos habitacionais, 771 casas ficaram totalmente destruídas e 3.447 foram parcialmente danificadas.
Foram igualmente afectadas 229 unidades sanitárias, inundadas pelas águas das chuvas.
Segundo Impissa, que também é ministro da Administração Estatal e Função Pública, o Plano visa garantir uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável da situação socioeconómica, adoptando estratégias integradas e coordenadas para a estabilização e reconstrução no período pós-cheias.
Além de colocar a protecção da vida humana no centro da acção governamental, o Plano orienta a planificação, a resposta e a reconstrução para a salvaguarda das populações, promovendo um desenvolvimento territorial seguro.
O documento prevê igualmente a adopção da reconstrução resiliente como princípio vinculativo, assegurando que as infra-estruturas sejam concebidas para resistir a eventos climáticos extremos.
Impissa referiu ainda que as linhas estratégicas do Plano instituem a planificação preventiva e permanente como pilares da governação.
“Ao aprovar as linhas estratégicas para a finalização deste Plano, o Governo reafirma a sua determinação em liderar o processo da transformação que reduza de forma estrutural os impactos das cheias, fortaleça a resiliência nacional e assegure o desenvolvimento mais seguro e sustentável para as gerações actuais e futuras”, disse.
As cheias e inundações inserem-se na época chuvosa e ciclónica, iniciada em Outubro de 2025, e que deverá terminar em Abril próximo.
(AIM)
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