Escola totalmente inundada
Maputo, 27 Jan (AIM) – O Governo decidiu adiar o início do ano lectivo para 27 de Fevereiro próximo, devido ao impacto das cheias e inundações registadas entre 9 e segunda-feira (26), que atingiram 431 escolas em todo o território moçambicano.
Falando em conferência de imprensa hoje na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, explicou que 281 salas de aulas estão totalmente destruídas, e 218 encontram-se sitiadas.
Impissa, que falava minutos após o fim da 2ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, apontou que pelo menos 80 escolas foram transformadas em centros de acolhimento. Um total de 427.289 alunos e 9.204 professores estão afectados pelas cheias e inundações.
“O Conselho de Ministros decidiu adiar o início do ano lectivo, em todo território nacional, para o dia 27 de Fevereiro de 2026”, disse Impissa, que referiu que 167 sanitários escolares ficaram danificados, sendo 82 totalmente destruídos e 87 parcialmente.
Impissa, que igualmente é ministro da Administração Estatal e Função Pública, disse que o Conselho de Ministros decidiu anular de Outubro à Dezembro de 2025 as dívidas de consumo de água nas escolas que funcionam como centros de acomodação, como forma de assegurar o acesso contínuo à água potável.
O Executivo deliberou também isentar o pagamento dos consumos das escolas que são centros de acolhimento, de Janeiro corrente a Março próximo. Nas escolas que funcionam como centros de acomodação, os contadores pré-pago serão substituídos pelos pós-pago, uma conta que deverá ser paga pela Electricidade de Moçambique (EDM).
As cheias e inundações ocorridas este mês resultaram em 12 óbitos, 45 feridos e 4 desaparecidos, afectando um total de 692.522 pessoas, correspondentes a 151.962 famílias.
Em termos de infra-estruturas, o Governo registou 771 casas totalmente destruídas, 3.447 parcialmente destruídas, 229 unidades sanitárias e 1.336,5 quilómetros de estradas danificadas.
O Conselho de Ministros apreciou as linhas estratégicas do Plano de Reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas cheias e inundações, orçadas preliminarmente em cerca de 644 milhões de dólares.
Segundo Impissa, o Plano visa garantir uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável da situação socioeconómica, adoptando estratégias integradas e coordenadas para estabilização e reconstrução no período pós-cheias.
O Plano coloca a protecção da vida humana no centro da acção governamental, orientando a planificação, resposta e reconstrução para a salvaguarda das populações e promovendo um desenvolvimento territorial seguro. Visa também que a reconstrução seja resiliente, assegurando que as infra-estruturas resistam a eventos climáticos extremos.
Impissa disse que as linhas estratégicas do Plano instituem a planificação preventiva e permanente como pilares da governação.
“Ao aprovar as linhas estratégicas para a finalização deste Plano, o Governo reafirma a sua determinação em liderar o processo da transformação que reduza de forma estrutural os impactos das cheias, fortaleça a resiliência nacional e assegure o desenvolvimento mais seguro e sustentável para as gerações actuais e futuras”, disse.
(AIM)
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