Fonte: MZnews
Maputo, 28 Jan (AIM) – Moçambique e o Reino Unido assinaram esta manhã (28), em Maputo, um acordo que prevê investimentos de até três mil milhões de libras, destinados à criação de oportunidades de emprego, promoção do desenvolvimento sustentável e reforço da cooperação bilateral.
O acordo foi rubricado pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Valá, em representação do governo moçambicano, e pela ministra de Estado do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional e África, Baronesa Chapman de Darlington.
O acto foi testemunhado pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, numa cerimónia que igualmente assinalou o reforço do apoio humanitário às vítimas das recentes cheias que afectaram o sul e o centro do país.
O entendimento prevê investimentos em sectores estratégicos, nomeadamente energia limpa, educação, saúde, infra-estruturas e digitalização, além de programas de formação profissional e de promoção do empreendedorismo juvenil.
Intervindo na cerimónia, a baronesa Chapman destacou a solidariedade do seu país neste momento crítico e sublinhou a intenção de apoiar Moçambique durante o processo de recuperação das cheias, enfatizando a importância do aprofundamento das relações bilaterais.
“Estaremos com vocês e queremos apoiar enquanto vocês atravessam este momento muito, muito difícil. Amanhã visitarei equipamentos de pesquisa e resgate para entender o que aconteceu”, afirmou.
A governante britânica acrescentou que os investimentos visam fomentar oportunidades de emprego e fortalecer a cooperação entre os sectores privados de ambos os países.
“Temos pessoas jovens incríveis aqui, é um lugar de oportunidades. Se trabalharmos juntos, temos de ser muito optimista.”
A baronesa Chapman concluiu a sua intervenção sublinhando a visão de longo prazo da cooperação bilateral e o papel determinante das equipas técnicas dos dois governos na concretização do acordo.
“Tem muito a ser feito e estamos aqui para fazer isso junto com vocês. Estou muito feliz por estar aqui e poder assinar este acordo pessoalmente. Agradeço às equipas de ambos os lados, em Moçambique e no Reino Unido, que trabalharam tão duro para conseguir isso”, disse.
Por seu turno, o ministro da Planificação e Desenvolvimento detalhou a abrangência do pacto, destacando o contributo da cooperação britânica, ao longo de várias décadas, para áreas estratégicas do desenvolvimento nacional.
“Para nós foi um grande prazer rubricar este pacto com o governo britânico, que tem estado desde há 50 anos a colaborar em diversas áreas. Esta colaboração abrange energia limpa, emprego jovem, capital humano, infra-estruturas, saúde, educação, logística e digitalização”, disse.
O governante enfatizou ainda a centralidade dos programas dirigidos à juventude e às mulheres, considerados fundamentais para a promoção de um desenvolvimento económico inclusivo.
“A maior parte dos moçambicanos são jovens e mulheres, e eles têm de estar activamente envolvidos no sector produtivo e na criação de riqueza.”
Valá sublinhou igualmente a importância da continuidade do apoio internacional e da implementação de iniciativas inovadoras ao nível local.
“É muito importante o apoio do governo britânico no suporte a este drama humanitário, incluindo iniciativas inovadoras como o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, orientado para jovens e mulheres nos distritos e municípios.”
Por sua vez, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação destacou a relevância histórica e actual da parceria entre Moçambique e o Reino Unido, recordando o contexto das relações bilaterais e a necessidade de uma resposta concertada face às calamidades naturais.
“A visita da ministra é também para celebrar os 30 anos da nossa adesão à Commonwealth e os 50 anos das relações diplomáticas entre os nossos países. Queremos agradecer esta visita num momento difícil, mas também para reforçar o trabalho conjunto, reflectir e apoiar as populações afectadas pelas cheias”, explicou.
Maria Lucas sublinhou ainda o apoio britânico em sectores considerados essenciais, referindo a presença de equipas no terreno e o impacto da formação de quadros moçambicanos.
“A Grã-Bretanha já tem uma equipa no terreno a trabalhar com as nossas equipas, salvando vidas e apoiando sectores essenciais, como saúde e água. Também agradecemos a formação de muitos moçambicanos, que fortalece o nosso capital humano e a capacidade de resposta a desastres”, assegurou.
(AIM)
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