Director-geral do INSS, Joaquim Siúta, entrega donativo para vitimas das cheias a directora-adjunta de Prevenção e Mitigação no INGD, Nelma de Araújo
Maputo, 05 Fev (AIM) – O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) entregou um donativo ao Instituto Nacional de Gestão, Redução e Risco de Desastres (INGD), destinado a pensionistas vítimas das cheias que se encontram actualmente nos centros de acolhimento das províncias de Maputo e Gaza, no sul de Moçambique.
O apoio, composto por produtos alimentares e de higiene pessoal, está avaliado em cerca de 4,93 milhões de meticais (77,1 mil dólares, ao câmbio corrente) e corresponde a mais de 40 toneladas de bens. O acto de entrega teve lugar em Maputo e foi dirigido pelo director-geral do INSS, Joaquim Siúta, e pela directora-adjunta de Prevenção e Mitigação no INGD, Nelma de Araújo.
Falando na ocasião, Siúta explicou que o gesto visa contribuir para a mitigação dos impactos das cheias sobre os beneficiários do sistema de segurança social.
“A população beneficiária do INSS também tem os mesmos desafios que a população em geral tem; tem desafios do que comer, do que vestir e de onde dormir, e hão-de ver que os nossos apoios são esteiras e são géneros alimentícios”, disse.
“Isso vai ajudar a nossa população a manter a vida e a continuar no sistema de segurança social”, acrescentou, sublinhando que o apoio do INSS se destina não apenas aos pensionistas acolhidos nos centros, mas também aos seus familiares.
Moçambique continua a ressentir-se dos efeitos das inundações, razão pela qual, segundo o director-geral, o INSS se associa ao esforço solidário nacional, com o objectivo de aliviar o sofrimento das populações afectadas.
Dados do INSS indicam que a instituição conta com cerca de 2,8 milhões de trabalhadores inscritos, distribuídos por perto de 200 mil empresas. “Portanto, é pensando nestes nossos concidadãos que decidimos conceder este apoio à nossa população beneficiária; nós temos a certeza de que estamos na entidade certa para fazer chegar os apoios, que é o INGD”, afirmou.
Siúta esclareceu ainda que caberá ao INGD efectuar o levantamento directo dos beneficiários e definir o momento oportuno para o transporte dos produtos aos centros de acolhimento.
“Não estamos a pensar no que dará a cada pensionista, mas estamos a pensar em todos os pensionistas ali no centro de acolhimento”, disse.
Por seu turno, Nelma de Araújo referiu que, entre os cerca de 700 mil afectados pelas cheias, os pensionistas estão incluídos.
“Ao fazermos chegar estes bens aos centros de acomodação, poderemos estar certos e seguros de que parte das pessoas afectadas e acomodadas temporariamente nos centros de acomodação também são grupo-alvo do INSS”, afirmou.
Relativamente aos produtos perecíveis doados, a directora-adjunta explicou que o INGD dispõe de mecanismos próprios para a sua gestão e distribuição, recorrendo aos armazéns distritais e municipais como canais de encaminhamento para os centros de acomodação.
(AIM)
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