Crianças retiradas em zonas inundadas. Foto arquivo de Carlos Júnior
Maputo, 18 Fev (AIM) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) anunciou terça-feira o encerramento de 19 centros de acolhimento que albergavam famílias afectadas pelas recentes inundações ocorridas na cidade de Maputo.
Entretanto, mantêm-se em funcionamento 10 centros, localizados nos distritos municipais de Ka Mavota e Ka Mubukwana, onde as famílias continuam a receber assistência estatal e solidariedade de cidadãos.
A directora do INGD na cidade de Maputo, Esselina Muzima, explicou em conferência de imprensa que “estas pessoas de boa fé são encaminhadas para fazer entregas directas nos locais onde estão acomodadas. Entretanto, há uma assistência prestada pelo Governo, principalmente em bens alimentares, de abrigo, saúde e saneamento. Estes centros foram gradualmente encerrados de acordo com a melhoria da situação.”
O encerramento dos centros deve-se, sobretudo, à limpeza dos canais bloqueados nas diferentes zonas, bem como ao bombeamento e sucção de águas, permitindo que muitas famílias regressem à normalidade.
Entre os centros ainda em funcionamento, destaca-se o que se encontra localizado na Escola Graça Machel, em Magoanine “A”, que alberga o maior número de famílias.
“Estas famílias continuam a receber assistência do Governo e de pessoas de boa fé que diariamente se solidarizam e vão para estes locais deixar os seus produtos para assistir às famílias”, acrescentou.
O próximo passo do Governo envolve o mapeamento de todas as famílias que ainda se encontram em zonas de risco, quer estejam ou não nos centros de acomodação, com vista à sua transferência para locais seguros.
“É de conhecimento de todos nós que o distrito de Matutuíne disponibilizou parcelas para reassentar as famílias. Recentemente foram disponibilizadas mais 200 parcelas. Vamos priorizar as famílias que já estão há muito tempo nos centros e aquelas que estão em tendas. Essas vão ser as primeiras a ser reassentadas”, afirmou.
A responsável adiantou que a actividade terá início imediato, embora seja necessário um a dois meses para preparar o espaço, por se tratar de uma zona que nunca foi habitada.
Enquanto decorrem os preparativos para o reassentamento, equipas técnicas realizam acompanhamento diário das famílias, quer nos centros de acomodação, quer nas residências que continuam inundadas.
“Temos muitas famílias que têm as suas casas inundadas, mas não estão nos centros de acomodação. As equipas vão fazer acompanhamento diário destas famílias”, destacou.
Paralelamente, o Governo acompanha as obras de infra-estruturas realizadas pelo Conselho Municipal e pelas empresas de saneamento e drenagem, garantindo que medidas de prevenção e mitigação de futuras inundações sejam implementadas.
Apesar do acesso à informação, as inundações provocaram seis óbitos na cidade de Maputo.
“O problema de inundações urbanas é um fenómeno que está a acontecer um pouco por todo o mundo e todos temos que estar vigilantes e dar a nossa contribuição para sensibilização das famílias, porque é um perigo”, sublinhou.
(AIM)
NL/sg
