Deslocados internos. Foto arquivo
Chimoio (Moçambique) 11 Dez (AIM) ) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) está a assistir cerca de 300 famílias cujas casas e outros bens são dados como perdidos na sequência das chuvas e ventos fortes que assolaram a província de Manica, centro de Moçambique.
O apoio está a beneficiar um universo de 1.600 famílias residentes dos distritos de Tambara e Guro, a norte da província.
São famílias que viram suas casas desabarem parcial e totalmente devido à chuva que cai desde o passado mês de Novembro.
A chuva acompanhada de ventos fortes destruiu, para além de casas, extensas áreas com algumas culturas agrícolas.
A situação também está a provocar dificuldades de transitabilidade em algumas vias de acesso, principalmente para as zonas recônditas dos dois distritos.
As vítimas estão a receber donativos compostos por kits de abrigo e produtos diversos, cerca de 60 toneladas.
O delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em Manica assegurou que a instituição recebeu uma quantidade significativa de produtos alocados pela sede em Maputo para assistir a população afectada.
Borges Viagem disse que o apoio consiste em bens essenciais que serão entregues às famílias que perderam todos os seus pertences por causa das intempéries.
O lote, de acordo com Borges Viagem, é composto por tendas e lonas para abrigos temporários, produtos alimentares, kits de higiene, cobertores, redes mosquiteiras, entre outros.
“Numa primeira fase, recebemos vários produtos alimentares que incluem farinha, tendas e lonas para abrigos temporários. Mas também temos kits de higiene e redes mosquiteiras para minimizar o sofrimento das famílias afectadas”, explicou o delegado provincial do INGD, em Manica.
“Para este apoio, contamos com a colaboração do INGD central que já mandou parte de alguns produtos, incluídos o reforço em tendas e lonas. Acrescido a isso, o INGD – sede mandou mais produtos alimentares, kits de higiene e redes mosquiteiras. Portanto, acreditamos que está tudo assegurado para que a assistência as famílias afectadas decorra sem grandes constrangimentos”.
Explicou que para a selecção das famílias que poderão ser assistidas, na medida em que a população é afectada, o distrito faz um trabalho de avaliação dos danos para determinar se as vítimas podem ou não beneficiar de apoio disponibilizado pelo INGD.
“Os distritos nos ajudam a identificar as famílias que são elegíveis e que podem receber o nosso apoio. Isso porque existem algumas famílias que têm, no seu quintal, três ou mais casas. Podem perder uma ou duas e ficarem com outras casas. Por isso, essas famílias recebem apoio alimentar, caso não tenham víveres, enquanto assistimos outras que perderam tudo e ficaram ao relento”, referiu a fonte.
Lembrou que as famílias beneficiárias são aquelas que realmente se encontram em situações de vulnerabilidade.
“Existem famílias que não têm condições mínimas e com a chegada da chuva e ventos fortes só piorou a sua situação de vulnerabilidade. Essas famílias merecem a nossa atenção. Por isso, trabalhamos com as estruturas locais para garantir maior transparência no processo de assistência a essas famílias vulneráveis “, acrescentou.
O delegado provincial do INGD apela a população para ficar atenta e acompanhar a informação meteorológica, sobretudo nesta época chuvosa que estender-se-á até ao próximo mês de Março.
Pediu a população para procurar abrigo em zonas seguras, não atravessar os rios enquanto chove, reforçar a cobertura das suas residências e observar outras medidas de segurança para evitar a perda de vidas humanas, destruição de residências e outros bens.
Nas últimas semanas, a província de Manica tem sido fustigada por chuvas fortes acompanhadas de ventos e trovoadas, principalmente nos distritos de Tambara, Guro, Báruè, Manica, Sussundenga, Mossurize e cidade de Chimoio.
(AIM)
Nestor Magado (NM) /sg
