Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), foto arquivo
Maputo, 18 Fev (AIM) – O Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), órgão consultivo do Chefe de Estado em matérias de soberania, integridade territorial e estabilidade, manifesta a sua preocupação com o recrudescimento do crime no país.
O Conselho sublinha que os actos criminais configuram desordem pública e, por isso, insta as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a combaterem a criminalidade com vigor, com vista a restabelecer a segurança e tranquilidade públicas.
O Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, dirigiu, quarta-feira (18), em Maputo, a 3ª sessão ordinária do CNDS, na qualidade de Comandante-Chefe das FDS.
Um comunicado da Presidência enviado à AIM refere que, para estancar a criminalidade, o CNDS recomenda medidas mais enérgicas, incluindo o reforço do patrulhamento e a redistribuição das forças em função dos desafios actuais.
Durante a sessão, o órgão recomendou igualmente o reforço das medidas de controlo das armas na posse do Estado e a intensificação dos esforços para recuperar armas que ainda se encontram nas mãos de pessoas não autorizadas.
O Conselho enalteceu a campanha de recolha de armas de fogo, iniciativa liderada pelo Ministério do Interior, que decorreu entre 01 de Setembro e 15 de Dezembro de 2025, visando a regularização e recolha de armas ilegais ou em situação irregular, e que permitiu arrecadar mais de 160 armas de fogo.
Na ocasião, o CNDS analisou a situação de segurança no Teatro Operacional Norte e congratulou as FDS pelo trabalho desenvolvido, que resultou na melhoria progressiva da tranquilidade na região e na limitação das incursões terroristas na província de Cabo Delgado.
O órgão condenou ainda a violência contra dirigentes do Estado a nível local e líderes comunitários, associada à desinformação sobre a suposta propagação da cólera e de outras doenças.
Neste contexto, recomendou às autoridades governamentais, a todos os níveis, o reforço da sensibilização comunitária sobre doenças endémicas, envolvendo instituições de ensino, rádios comunitárias, confissões religiosas e lideranças locais.
O CNDS decidiu igualmente promover oficiais das FDS para funções de direcção e comando, no quadro das reformas em curso, com vista a conferir maior dinamismo às missões operativas e reforçar a segurança pública.
(AIM)
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