Assembleia da República, parlamento moçambicano
Maputo, 25 Fev (AIM) – Os três partidos da oposição na Assembleia da República de Moçambique (AR) defendem a necessidade de a Magna Casa afirmar-se como um verdadeiro templo da democracia, onde a divergência seja respeitada e o interesse nacional prevaleça.
Trata-se do Podemos, o maior partido da oposição; da Renamo, segundo da oposição; e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro.
Falando durante a cerimónia de abertura da 3ª sessão ordinária da AR, o chefe da bancada parlamentar do Podemos, Sebastião Mussanhane, afirmou que, ao reconhecer o parlamento como o pulsar de um Estado de direito democrático, os deputados poderão honrar o mandato que lhes foi confiado.
“Que esta Casa continue a afirmar-se como templo da democracia, onde a divergência é respeitada, a fiscalização é exercida com coragem e o interesse nacional prevalece sobre conveniências políticas. Só assim honraremos o mandato que nos foi confiado e reforçaremos a confiança dos cidadãos”, disse.
Por seu turno, o chefe da bancada parlamentar da Renamo, Jerónimo Malagueta, comentou a iniciativa de criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), uma nova instituição financeira pública em fase de implementação para financiar projectos de longo prazo em sectores como infraestruturas, agricultura, energia e industrialização.
“Queremos dizer que a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique é uma boa ideia, mas com este governo e os mesmos agentes, não temos dúvidas de que está condenado ao fracasso, uma vez que bastará que o Banco tenha dinheiro”, afirmou.
Já o chefe da bancada do MDM, Fernando Bismarque, defendeu que o Estado não pode servir de instrumento para o enriquecimento ilícito, sublinhando a necessidade de uma reflexão séria sobre actos de corrupção e sobre a alegada despartidarização estatal.
“Lamentamos, mais uma vez, o facto de alguns ministros se recusarem a aceitar visitas ou encontros com a nossa bancada”, afirmou.
Acrescentou que, “no caso específico sobre a confusão lançada no mercado sobre importações de arroz e trigo, solicitamos um encontro de trabalho com o ministro da Economia, Basílio Muhate, para compreender todo o processo, três semanas depois ainda se mostra inacessível”.
A 3ª sessão ordinária da AR deverá terminar no início de Maio próximo.
(AIM)
Ac/sg
