Primeira-Ministra, Benvinda Levi falando em Maputo, durante a cerimónia de celebração do Dia Internacional da Mulher
Maputo, 09 Mar (AIM) – A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, afirmou hoje que a transformação do sistema agro-alimentar é essencial para reduzir de forma sustentável a pobreza em Moçambique, defendendo o reforço do papel das mulheres no sector agrícola.
Falando esta segunda-feira (09), em Maputo, durante a cerimónia de celebração do Dia Internacional da Mulher, Levi sublinhou que o Governo considera a agricultura uma área estratégica para impulsionar o desenvolvimento nacional, conforme estabelecido no Programa Quinquenal do Governo 2025-2029.
Segundo a governante, o instrumento de planificação define como objectivo central acelerar o crescimento económico inclusivo e sustentável, com enfoque na diversificação da economia, criação de emprego, modernização das infra-estruturas e redução da pobreza e das desigualdades sociais.
“O Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 estabelece como objectivo central acelerar o crescimento económico inclusivo e sustentável, com foco na diversificação da economia, na criação de empregos, na modernização das infra-estruturas e na redução da pobreza e das desigualdades sociais”, afirmou.
No âmbito desta estratégia, o Executivo aposta na modernização da agricultura, no fortalecimento das cadeias de valor, no desenvolvimento de pólos de produção e na capacitação dos pequenos produtores.
A Primeira-Ministra explicou ainda que o Governo pretende facilitar o acesso dos agricultores a insumos, financiamento, assistência técnica e seguro agrícola, medidas consideradas fundamentais para tornar o sector mais produtivo e resiliente.
Ao abordar o papel das mulheres, Levi reconheceu que estas representam uma parcela significativa da força de trabalho no campo, participando em praticamente todas as fases da cadeia produtiva.
“Quando as mulheres têm acesso à terra, tecnologia, financiamento, mercados e conhecimento, os ganhos traduzem-se não apenas em maior produção, mas sobretudo em melhores condições de vida para as suas famílias e maior resiliência para as comunidades”, declarou.
Por essa razão, acrescentou, reforçar a participação e a autonomia das mulheres no sistema agro-alimentar constitui não apenas uma questão de justiça social, mas também uma condição essencial para acelerar o desenvolvimento económico das comunidades e do país.
Durante a sua intervenção, Levi destacou igualmente que a promoção da igualdade de género deve caminhar lado a lado com a garantia dos direitos e da segurança das mulheres e raparigas.
A governante advertiu que a violência baseada no género compromete o desenvolvimento social e económico, ao afectar a saúde das vítimas, limitar oportunidades e reduzir a produtividade.
“Estamos a reafirmar um princípio moral que é simultaneamente uma condição essencial para o desenvolvimento, pois a violência contra a mulher destrói a sua saúde e a dos seus dependentes, limita oportunidades, reduz a produtividade e compromete o futuro das crianças”, disse.
Segundo acrescentou, em Moçambique o combate à violência baseada no género constitui uma orientação concreta para as políticas públicas e para as decisões de investimento.
Neste sentido, reiterou o compromisso do Governo em continuar a implementar medidas que promovam a igualdade de género e garantam a protecção das mulheres e raparigas.
A Primeira-Ministra apelou ainda à sociedade para assumir a responsabilidade colectiva de construir um ambiente seguro e digno para todas as mulheres.
“A construção de uma sociedade justa exige que todas as mulheres e raparigas possam viver com dignidade, segurança e liberdade para realizar plenamente o seu potencial”, afirmou.
Levi concluiu apelando à celebração pacífica do mês dedicado às mulheres moçambicanas e ao reconhecimento do contributo das camponesas para a segurança alimentar do país.
“Que celebremos com alegria e sem violência o Mês da Mulher Moçambicana e honremos os milhões de mulheres que trabalham a terra e dela tiram o seu e o nosso sustento”, concluiu.
(AIM)
NL/sg
