Primeira-ministra, Benvinda Levi, discursa na plenária da 2ª Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Social em Doha, capital do Qatar
Maputo, 04 Nov (AIM) – A Primeira-ministra, Benvinda Levi, afirma que Moçambique ainda apresenta focos da pobreza extrema apesar dos avanços alcançados nos últimos 30 anos, em matérias de desenvolvimento económico e social.
Na sua intervenção, terça-feira (04) em Doha, capital do Qatar, na plenária da 2ª Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Social, Benvinda Levi afirmou que os avanços económicos, sociais e tecnológicos que se registam em Moçambique e no mundo inteiro, nas últimas décadas, ainda não estão a produzir os impactos que seriam de desejar.
Como exemplo a Primeira-ministra aponta as milhões de pessoas, de diferentes quadrantes do mundo, que continuam à beira da pobreza e da exclusão social.
“Por isso, Moçambique considera que esta cimeira é uma excelente oportunidade para reafirmarmos os 10 compromissos que assumimos, colectivamente, na Cimeira de Copenhaga, em 1995, assim como renovar a nossa determinação de acelerar as acções para a erradicação da pobreza, a promoção do pleno emprego e do trabalho decente, assim como a inclusão social”, disse.
Os temas abordados na Cimeira de Copenhaga, em 1995, incluem a erradicação da pobreza, expansão do emprego produtivo e redução do desemprego, bem como promoção da integração social a nível internacional e nacional.
Acrescentou que o país deve continuar focado em construir uma sociedade justa, inclusiva e resiliente, face aos desafios de momento para garantir que ninguém fique para trás e que todas as pessoas possam viver com dignidade e ter acesso a oportunidades iguais.
Desde a Cimeira de Copenhaga, em 1995, Moçambique, de acordo com Benvinda Levi, tem registado avanços em matéria de desenvolvimento económico e social que, mesmo assim, considera não satisfatórios pelo facto de muitos moçambicanos ainda viverem ainda no limiar da pobreza extrema.
Para reverter a actual situação da pobreza extrema no país, o governo, de acordo com Benvinda Levi, tem vindo a implementar acções transversais que constam nos seus instrumentos programáticos de longo, médio e curto prazo.
Apontou a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044 (ENDE) o Programa Quinquenal do Governo 2025«2029, e o Plano Económico e Social, e Orçamento do Estado referente ao ano corrente, tendo acrescentado que todos esses instrumentos visam assegurar a criação de condições para a melhoria da vida da população.
As melhores condições advêm do cumprimento das prioridades do governo, nomeadamente, a manutenção da paz, estabilidade, equidade, justiça e diversificação da economia que prioriza sectores de elevado potencial para geração de mais postos de trabalho e renda para os moçambicanos.
A priorização, segundo Benvinda Levi, é destinada aos cidadãos, sem descurar os sectores sociais, incluindo educação, saúde, protecção social, abastecimento de água e saneamento.
“É nossa convicção de que esta abordagem permitirá a transformação social e económica de Moçambique, contribuindo para a construção de um futuro melhor, próspero e equitativo para o povo moçambicano”, disse.
Organizado pelas Nações Unidas, a 2ª Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Social, que termina quinta-feira (6) visa colmatar as lacunas e renovar os compromissos assumidos na Declaração de Copenhaga sobre Desenvolvimento Social e no Programa de Acção de 1995, além de impulsionar a implementação da Agenda 2030, para o Desenvolvimento Sustentável.
(AIM)
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