Primeira-Ministra, Benvinda Levi (centro) com as dirigentes recém-empossadas
Maputo, 20 Mar (AIM) – A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, empossou quatro mulheres para cargos de direcção em instituições estratégicas, uma decisão que reforça a aposta do Governo na equidade de género e no reforço da capacidade do aparelho do Estado.
As nomeações recaem sobre Olga Manjate, como Inspectora-Geral do Trabalho; Ernestina Chirindja, presidente da Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL); Lúcia da Cruz, directora-geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR); e Farida Urci, directora-geral do Hospital Central de Maputo (HCM).
Falando na cerimónia realizada quinta-feira (19), em Maputo, Levi destacou o simbolismo das nomeações, enquadradas nas celebrações do Mês da Mulher.
“Acabamos de conferir posse a quatro mulheres que, durante os seus percursos de trabalho e de vida, deram mostras de dedicação e competência técnica”, afirmou.
Segundo a governante, as nomeações visam reforçar a capacidade de implementação das políticas públicas, ao mesmo tempo que consolidam o compromisso do Executivo com a promoção da equidade de género e o empoderamento da mulher.
No sector laboral, Levi destacou o papel da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) na promoção de relações laborais equilibradas e estáveis, baseadas na legalidade e na prevenção de conflitos.
“O trabalhador ou o empregador deve encontrar um órgão do Estado que actua com competência, imparcialidade, integridade e celeridade”, sublinhou.
A Primeira-Ministra acrescentou que a instituição deve intensificar a acção inspectiva, prevenir acidentes de trabalho e garantir o cumprimento das normas laborais, defendendo igualmente a modernização tecnológica da IGT para assegurar maior eficiência, controlo interno e produção de dados fiáveis.
Relativamente à COMAL, Levi destacou o seu papel como mecanismo alternativo de resolução de conflitos, contribuindo para a paz laboral e para a redução da pressão sobre os tribunais.
“Esperamos que a nova direcção seja mais activa e criativa, respondendo à crescente procura pelos serviços da COMAL”, afirmou, apelando ao reforço da ética e da qualidade no atendimento.
No domínio agrário, a governante reiterou que o sector constitui a base da soberania alimentar e da geração de rendimento para as famílias.
“O Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural é um instrumento estratégico na dinamização do sector agrícola”, disse.
Defendeu, por isso, a criação de linhas de crédito ajustadas aos ciclos produtivos, bem como mecanismos de garantia e seguros agrícolas, aliados a práticas de governação transparentes e uma monitoria rigorosa.
Na área da saúde, destacou o papel do Hospital Central de Maputo como principal unidade sanitária do país e centro de formação de profissionais.
“A crescente procura por serviços especializados, de qualidade e humanizados exige uma resposta à altura destes desafios”, afirmou, exortando a nova direcção a melhorar a gestão, valorizar os recursos humanos e reforçar a articulação com outras unidades sanitárias.
Dirigindo-se às empossadas, Levi sublinhou que o sucesso dependerá do trabalho em equipa, da transparência e do cumprimento rigoroso da legislação.
“Devem apostar na informatização e modernização para tornar as instituições mais eficientes, transparentes e próximas do cidadão”, concluiu.
A Primeira-Ministra aproveitou ainda a ocasião para agradecer aos dirigentes cessantes pelo trabalho realizado, desejando-lhes sucessos nos novos desafios.
(AIM)
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