Secretária de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria de Fátima Manso recebe, em audiência, em Maputo, Secretário Permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comercio Internacional do Zimbabwe
Maputo, 23 Mar (AIM) – O Zimbabwe quer colher a experiência de Moçambique enquanto membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) no biénio 2023-2024, no âmbito da sua candidatura para ocupar o assento no período 2027-2028.
A informação foi avançada esta segunda-feira (23), em Maputo, pelo secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio Internacional do Zimbabwe, Albert Chimbindi, minutos após o termino de uma audiência que lhe foi concedido pela secretária de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria de Fátima Manso.
O embaixador Chimbindi destacou o desempenho de Moçambique durante a sua eleição para o CSNU, sublinhando os 192 votos obtidos, em Junho de 2022, de um total de 193 países votantes.
O diplomata recordou que um candidato necessita de pelo menos dois terços dos votos dos Estados-membros das Nações Unidas para garantir um assento como membro não permanente do Conselho de Segurança.
“Moçambique obteve o maior número de votos das Nações Unidas e nós estamos muito impressionados com isso”; disse Chimbindi, acrescentando que “nós decidimos que é melhor irmos e copiar do melhor; por isso estamos aqui para vir e aprender de Moçambique”.
O Zimbabwe nunca foi eleito como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas desde a sua independência, em 1980, podendo alcançar esse objectivo pela primeira vez caso vença a eleição prevista para Junho próximo.
Segundo Chimbindi, a candidatura do Zimbabwe assenta na promoção da paz e segurança internacionais, com enfoque nas prioridades de desenvolvimento do continente africano.
O diplomata acrescentou que o país pretende “forçar a agenda para tentar parar as guerras e conflitos no continente africano”, bem como influenciar temas ligados às mulheres e à juventude.
Por seu turno, Maria de Fátima Manso afirmou que o encontro serviu igualmente para a troca de experiências sobre o desempenho de Moçambique no CSNU, com enfoque na promoção da paz e resolução de conflitos, sobretudo em África.
“Como sabem, isso também influenciou para o processo das negociações que se arrastam até nos nossos dias entre a Rússia e a Ucrânia”, afirmou, acrescentando que Moçambique defendeu igualmente o fim do terrorismo no mundo.
“A componente do terrorismo, também que Moçambique vem sofrendo, é outra componente que nós vamos ter que partilhar com o Zimbabwe”, disse.
Refira-se que, em Novembro último, o Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou que Moçambique vai apoiar a candidatura do Zimbabwe ao CSNU, incluindo a partilha de experiências.
Actualmente, Somália, Dinamarca, Grécia, Paquistão e Panamá ocupam os cinco assentos não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas no período 2025-2026.
(AIM)
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