Maputo, 22 Abr (AIM) – A expansão do Porto de Maputo, sul de Moçambique, está a ser acompanhada por um conjunto de investimentos destinados a aumentar a capacidade operacional da infraestrutura e reforçar a sua integração nos principais corredores logísticos da África Austral.
Falando durante a 9ª Conferência Bi-Anual do Porto de Maputo sob o lema “Porto de Maputo: Alinhado com o Corredor, a Construir o Futuro”, o administrador da “Maputo Port Development Company (MPDC), Paulo Mata, explicou que a extensão do contrato de concessão abriu um novo ciclo de crescimento para o porto, sustentado por investimentos e reformas institucionais.
Segundo Mata, a extensão da concessão foi precedida por uma avaliação do cumprimento do contrato inicial, baseada no plano director aprovado em 2010.
“Depois desta avaliação submetemos formalmente o pedido de extensão em Novembro de 2022. O Governo constituiu um comité multidisciplinar para analisar o processo e, concluídas as negociações, foi aprovada a extensão da concessão”, disse.
Com o novo ciclo de desenvolvimento, o operador portuário assumiu compromissos que incluem investimentos significativos, desenvolvimento do capital humano, reforço da componente social e modernização tecnológica.
Entre os principais projectos em curso destaca-se a expansão do terminal de contentores, que deverá aumentar a capacidade anual de cerca de 270 mil para 530 mil TEU até princípios de 2027.
O director do terminal de contentores operado pela DP World, Sumeet Bhardwaj, afirmou que o projecto está em fase avançada de implementação.
“A expansão vai permitir receber navios de maior dimensão e aumentar significativamente a conectividade marítima de Maputo com mercados internacionais”, afirmou.
Segundo Bhardwaj, a profundidade do cais deverá aumentar de 12 para 16 metros, permitindo a atracação de navios com capacidade entre 10 mil e 14 mil TEU.
Além da expansão do terminal de contentores, decorrem igualmente investimentos no terminal de carvão da Matola, operado pela empresa logística Grindrod.
O representante da empresa, Pedro Poh-Quong, disse que os investimentos visam aumentar a eficiência e ampliar a capacidade operacional da infra-estrutura.
“Desde 2007 realizámos investimentos significativos no terminal de carvão da Matola, totalizando cerca de 174 milhões de dólares destinados à modernização da infra-estrutura e aquisição de equipamentos”, afirmou.
Por sua vez, a directora de operações da MPDC, Marla Calado, destacou que os investimentos realizados ao longo da última década já começam a reflectir-se no crescimento da actividade portuária.
Segundo Calado, o porto movimentou cerca de 15,2 milhões de toneladas de carga em 2025, resultado que demonstra o impacto positivo das melhorias operacionais.
“O nosso objectivo é transformar os investimentos realizados em ganhos sustentáveis de eficiência operacional e crescimento do volume de carga”, afirmou.
No conjunto, os projectos em curso visam consolidar o papel do Porto de Maputo como plataforma logística estratégica na região, servindo corredores comerciais que ligam Moçambique à África do Sul, Zimbabwe e Eswatini.
(AIM)
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