Presidentes dos parlamentos de Moçambique, Margarida Talapa, e de Angola, Adão de Almeida, assinam, em Maputo, programa de cooperação parlamentar para o biénio 2026-2027
Maputo, 27 Abr (AIM) – Moçambique e Angola assinaram hoje, em Maputo, um programa de cooperação parlamentar para o biénio 2026-2027, instrumento que prevê o reforço da troca de experiências entre as comissões de trabalho dos dois parlamentos em áreas estratégicas de interesse comum.
No quadro do acordo, as Assembleias da República (AR), de Moçambique, e Nacional (AN), de Angola, passam a aprofundar a cooperação em domínios como indústria petrolífera, segurança alimentar, coesão social, gestão de recursos hídricos, administração parlamentar, imprensa e comunicação institucional.
Entre as áreas destacadas figura a comunicação parlamentar, com Moçambique a manifestar interesse em colher experiência angolana no processo de criação de um canal de televisão parlamentar.
“Como sabem, a Assembleia Nacional de Angola dispõe de canal de televisão parlamentar; e Moçambique pretende colher experiência com vista à implantação de uma televisão parlamentar”, disse a presidente da AR, Margarida Talapa.
Talapa falava a jornalistas minutos após a assinatura do acordo com o seu homólogo angolano, Adão de Almeida, que iniciou hoje uma visita oficial a Moçambique, a convite da presidente do parlamento moçambicano, no quadro do reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois órgãos legislativos.
“Temos a convicção de que a cooperação parlamentar pode viabilizar as acções dos governos, visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas, contribuir para a estabilidade política e erradicar o terrorismo, factores que afectam as economias dos nossos países, condicionando o desenvolvimento de África”, afirmou a presidente da AR.
Por seu turno, Adão de Almeida considerou que o novo programa de cooperação reforça a articulação institucional entre os dois parlamentos e estabelece prioridades comuns em áreas vitais para os respectivos países.
“Temos que continuar a trabalhar para que a nossa relação seja cada vez mais estreita e produza cada vez mais e melhores resultados para benefício dos nossos povos”, vincou.
O presidente da Assembleia Nacional de Angola defendeu igualmente que a cooperação parlamentar deve continuar a colocar a juventude no centro das prioridades, por constituir o principal motor do desenvolvimento.
“Enquanto parlamentos”, disse, “devemos continuar a ser vozes activas e órgãos incentivadores da adopção de políticas e medidas voltadas para a geração de mais emprego, mais habitação, mais formação profissional, entre outros, domínios especialmente relevantes para países como os nossos”.
Adão de Almeida vincou ainda a necessidade de os parlamentos se afirmarem como guardiões da democracia representativa, protegendo os cidadãos perante ameaças emergentes que colocam em causa a credibilidade das instituições democráticas.
Testemunharam a assinatura do programa deputados dos parlamentos de Moçambique e Angola.
(AIM)
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