Maputo, 16 Mai (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defende a necessidade de Moçambique apostar na industrialização da cadeia de valor do caju como condição essencial para alcançar a independência económica e reforçar a capacidade produtiva nacional.
O Chefe do Estado falava durante a cerimónia de lançamento da obra “Economia do Caju em Moçambique: O Contexto das Políticas de Bretton Woods e os Pressupostos da Engenharia de Reindustrialização”, da autoria do académico e político António Niquice.
Chapo afirmou que o país deve ultrapassar o modelo econômico baseado na exportação de matéria-prima, defendendo uma economia assente no processamento local, agregação de valor e desenvolvimento industrial.
“Não basta produzir, é necessário transformar. Não basta exportar recursos, é necessário agregar valor”, declarou Chapo, esta semana.
Acrescentou que o verdadeiro desenvolvimento só acontece quando os recursos nacionais se convertem em indústria, emprego, inovação e melhoria das condições de vida da população.
O estadista moçambicano frisou que “a reindustrialização do caju deve também representar uma oportunidade concreta de inclusão económica e valorização da mulher moçambicana”.
Chapo elogiou a obra de António Niquice, considerando-a uma importante contribuição científica e patriótica para o debate sobre industrialização, soberania económica e transformação estrutural da economia nacional.
Segundo o Presidente, o livro constitui uma reflexão profunda sobre os desafios históricos do país e os caminhos necessários para a construção de uma economia mais resiliente, moderna e produtiva.
Chapo apelou às universidades, investigadores e jovens moçambicanos para aprofundarem o estudo da economia nacional e produzirem conhecimento orientado para o desenvolvimento do país.
“A transformação estrutural da nossa economia também começa na produção de ideias”, sublinhou.
Segundo Chapo a independência económica de Moçambique dependerá da capacidade nacional de transformar recursos naturais em prosperidade concreta para o povo.
Mocambque ja foi maior produtor mundial da castanha de caju. Presentemente esta’ entre os sete maiores.
(AIM)
SNN/mz
