Maputo, 17 Mai (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, último sábado (16), no distrito de Ribáuè, província nortenha de Nampula, que Moçambique deve apostar numa comercialização agrícola mais eficiente, organizada e previsível como forma de reduzir a vulnerabilidade económica das famílias rurais.
Falando durante a cerimónia de lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola 2026, Chapo afirmou que o fortalecimento dos mecanismos de comercialização constitui uma resposta estratégica aos desafios enfrentados pelos produtores nacionais, sobretudo perante os impactos das alterações climáticas.
“Uma comercialização agrícola mais eficiente, organizada e previsível constitui uma componente essencial da resposta à vulnerabilidade económica das famílias rurais”, declarou.
Segundo o Chefe do Estado, apesar da capacidade de resiliência demonstrada pelos agricultores moçambicanos, o sector continua exposto aos efeitos de secas, cheias, ciclones e outros choques climáticos.
O Presidente revelou que cerca de 441 mil hectares foram afectados por fenómenos climáticos extremos durante a presente campanha agrícola, dos quais aproximadamente 54 mil hectares foram perdidos, afectando perto de 300 mil produtores em todo o país.
“Por detrás destes números existem famílias, sonhos e histórias de vida”, afirmou.
Chapo enalteceu a persistência dos produtores moçambicanos, destacando o esforço de mulheres, jovens e comunidades rurais que continuam a trabalhar a terra apesar das dificuldades.
“O povo moçambicano nunca desistiu da terra. Mesmo depois de cheias e ciclones, volta sempre à machamba e continua a acreditar na próxima colheita”, sublinhou.
O estadista moçambicano reiterou que a comercialização agrícola desempenha um papel central no desenvolvimento económico nacional, por permitir transformar produção em rendimento, emprego e melhoria das condições de vida das famílias.
“Quando a comercialização funciona, a produção transforma-se em prosperidade para o povo moçambicano”, vincou.
O Presidente defendeu o reforço do armazenamento, melhoria da logística, redução das perdas pós-colheita e expansão do agro-processamento, como forma de consolidar as cadeias de valor agrícolas.
Segundo disse, o Governo continua a trabalhar na organização dos mercados agrícolas e na criação de condições para garantir maior protecção ao produtor nacional.
(AIM)
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