Viatura queimada pelos terroristas em Cabo Delgado.
Maputo, 18 Mai (AIM) – Representantes de diferentes sectores da sociedade moçambicana estão reunidos, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, para reflectir sobre o combate ao terrorismo e prevenção do extremismo violento que afecta alguns distritos da região desde 2017.
Espera-se que o encontro, iniciado hoje, identifique caminhos para reforçar a resposta nacional ao extremismo violento e consolidar os esforços de estabilização e recuperação da província.
A iniciativa é promovida pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), em parceria com o Fundo Global de Engajamento e Resiliência da Comunidade, no âmbito das acções destinadas a conter o alastramento do terrorismo.
O assessor nacional do Fundo Global de Engajamento e Resiliência da Comunidade, Manuel Sambo, afirmou que a instituição está comprometida com o combate ao terrorismo através de programas orientados para grupos vulneráveis ao recrutamento extremista.
“O primeiro eixo é o aumento da renda de indivíduos vulneráveis ao recrutamento e radicalização através de investimentos em pequenos negócios, formação técnica e por aí em diante”, explicou.
Segundo Sambo, os programas incluem igualmente iniciativas destinadas a melhorar a relação entre as comunidades e as instituições do Estado.
“Hoje nós começamos este treinamento porque acreditamos que os governos locais e as organizações da sociedade civil têm um papel muito importante para o sucesso das nossas intervenções”, acrescentou.
Por sua vez, o chefe do escritório da ADIN em Cabo Delgado, Notiço Magaia, considerou o encontro crucial numa fase em que decorrem vários programas de recuperação da crise na província.
“Também é importante para nós discutir prevenção do terrorismo porque permite-nos avaliar a eficácia dos programas que nós implementamos”, afirmou.
Segundo Magaia, a ADIN tem vindo a implementar programas de estabilização e recuperação no norte do país avaliados em cerca de 300 milhões de dólares norte-americanos.
Já a secretária permanente do distrito de Pemba, Justina Tauabo, destacou que o seminário aborda o combate ao extremismo violento em três dimensões fundamentais.
“Essa formação possui uma dimensão preventiva, comunitária e estratégica, reforçando as capacidades locais de coordenação, sensibilização e resposta aos desafios relacionados com a segurança comunitária”, declarou.
Desde a eclosão dos ataques terroristas, em Outubro de 2017, o extremismo violento já causou a morte de mais de três mil pessoas e acima de um milhão de deslocados.
(AIM)
FG/sg
