Maputo, 29 de Maio de 2026 (AIM) – A Eni Rovuma Basin e os parceiros da Área 4 assinaram esta quarta-feira dois Memorandos de Entendimento com o Ministério da Saúde, numa iniciativa que promete reforçar significativamente a capacidade de diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas, bem como modernizar infra-estruturas hospitalares em Cabo Delgado e na província de Maputo.
Os acordos, formalizados durante uma cerimónia que contou com a presença do Ministro da Saúde, Ussene Isse, e da Directora-Geral da Eni Rovuma Basin, Marica Calabrese, enquadram-se numa estratégia de fortalecimento do sistema nacional de saúde e de ampliação do acesso a cuidados médicos especializados, sobretudo para as mulheres.
O primeiro memorando visa expandir os serviços de rastreio e diagnóstico precoce do cancro da mama e do colo do útero, beneficiando uma população estimada em cerca de quatro milhões de pessoas. No âmbito desta iniciativa, serão instalados dois mamógrafos totalmente equipados nos Hospitais Provinciais de Pemba e da Matola, reforçando a capacidade de detecção precoce de doenças oncológicas.
O projecto contempla igualmente a introdução de novos modelos de rastreio do cancro do colo do útero e a implementação de testes de detecção do Vírus do Papiloma Humano (HPV) na cidade de Maputo. Paralelamente, será promovida a formação de profissionais de saúde, incluindo radiologistas e enfermeiros, com vista a garantir a sustentabilidade e a eficácia dos serviços prestados.
O segundo memorando concentra-se na melhoria das condições de atendimento hospitalar em Cabo Delgado, prevendo a reabilitação e o apetrechamento integral dos blocos cirúrgico e neonatal do Hospital Provincial de Pemba. A intervenção inclui ainda programas de capacitação para equipas de cirurgia, anestesiologia, neonatologia e pediatria, bem como o fortalecimento dos sistemas de referência de pacientes e de resposta a emergências médicas.
De acordo com as estimativas apresentadas, esta componente do projecto deverá beneficiar directamente cerca de 200 mil habitantes do distrito de Pemba, com impactos alargados para toda a população da província.
As novas iniciativas surgem num contexto em que o acesso a serviços especializados de saúde continua a representar um desafio para milhares de moçambicanos, sobretudo nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Neste sentido, os investimentos agora anunciados procuram contribuir para uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde e para a melhoria dos indicadores de saúde materna e infantil.
A assinatura dos acordos reforça igualmente o compromisso assumido pela Eni e pelos parceiros da Área 4 com o desenvolvimento sustentável de Moçambique, através de programas de responsabilidade social direccionados para sectores considerados estratégicos, como a educação, a saúde e o abastecimento de água.
Presente em Moçambique desde 2006, a Eni consolidou-se como um dos principais actores do sector energético nacional após as descobertas de vastas reservas de gás natural na Bacia do Rovuma, entre 2011 e 2014. A empresa opera actualmente o projecto Coral Sul FLNG, o primeiro empreendimento de produção de gás natural liquefeito (GNL) na região, tendo exportado, até ao momento, 155 carregamentos de GNL. O projecto Coral Norte encontra-se em fase de construção.
A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma sociedade detida pela Eni, ExxonMobil e China National Petroleum Corporation (CNPC), que controla 70% da concessão. Os restantes parceiros incluem a XRG, a KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), cada um com uma participação de 10%.
(AIM)
