Maputo, 10 Jul (AIM) – Moçambique deu um novo passo no reforço da capacidade de prevenção e resposta às calamidades naturais com a introdução da tecnologia de drones.
Trata-se de uma ferramenta que vai melhorar a recolha de informação, monitoria de zonas de risco e tomada de decisões em situações de emergência.
Falando esta quinta-feira, em Maputo, durante a graduação dos primeiros pilotos de drones e de encerramento do Primeiro projecto afim, a Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, disse que a tecnologia constitui um importante marco na resposta aos desafios decorrentes das mudanças climáticas.
“A utilização de drones na gestão de desastres naturais é uma iniciativa que consubstancia o compromisso do Governo em adoptar tecnologias inovadoras para a monitoria de eventos climáticos extremos, conducentes à protecção da vida humana e do tecido social e económico do nosso país”, afirmou.
Segundo a governante, a localização geográfica de Moçambique expõe o país à ocorrência cíclica de tempestades, ciclones, chuvas intensas, cheias, inundações e secas cada vez mais severas, realidade que exige a adopção de soluções práticas, inovadoras e sustentáveis.
“Com a implementação desta tecnologia, somos capazes de obter dados precisos e em tempo real sobre as áreas de risco, as zonas inundadas, as pessoas afectadas e as possíveis rotas de evacuação”, afirmou.
Explicou que as informações permitirão às entidades responsáveis pela gestão de desastres naturais e aos diferentes intervenientes actuar de forma mais eficiente e coordenada, reduzindo o tempo de resposta, sobretudo durante a ocorrência de ciclones, cheias, inundações e outros eventos críticos.
A Primeira-Ministra referiu que os drones oferecem uma capacidade única de obter imagens detalhadas de áreas afectadas de difícil acesso, permitindo apoiar as operações de busca e salvamento, bem como melhorar a assistência humanitária às comunidades afectadas.
“A aposta no uso de drones está em consonância com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, especialmente no que diz respeito à redução de desastres e à construção de comunidades mais resilientes, assim como com a iniciativa das Nações Unidas de Aviso Prévio para Todos”, afirmou Levi.
Segundo a governante, o alcance destes objectivos requer a conjugação de esforços entre o Governo, parceiros de cooperação, sector privado, academia e sociedade civil, para criar soluções eficazes e de longo prazo capazes de fortalecer a resiliência nacional face às mudanças climáticas.
Na ocasião, Levi reconheceu o esforço dos parceiros de cooperação bilateral e multilateral, com destaque para a República da Coreia e o Banco Africano de Desenvolvimento, pelo apoio concedido na prevenção e mitigação dos impactos das calamidades naturais.
Dirigindo-se aos pilotos graduados, a Primeira-Ministra disse que o certificado recebido representa mais do que uma autorização para pilotar drones, uma vez que passam a integrar a primeira linha de resposta do país em situações de emergência.
“Um drone bem pilotado faz em pouco tempo o que uma equipa levaria dias a fazer em zonas de desastre. Um drone bem pilotado permite que as equipas de busca e salvamento obtenham informações preciosas sobre quem necessita de apoio, onde está e que tipo de apoio necessita”, declarou.
Levi apelou aos novos pilotos para pautarem a sua actuação pela disciplina, responsabilidade e conservação dos equipamentos.
Incentivou a continuidade da formação e actualização dos conhecimentos, tendo em conta a evolução constante da tecnologia.
A Primeira-Ministra reiterou o compromisso do Governo em continuar a trabalhar na criação de condições para reforçar a resiliência do país face às mudanças climáticas.
(AIM)
SNN/mz
