Maputo, 13 set (AIM) – O Ministério da Saúde (MISAU) prevê, para a época chuvosa 2026/2027, a notificação de mais de seis milhões de casos de malária, síndrome febril, diarreia, cólera, meningite, sarampo, entre outras doenças sensíveis às mudanças climáticas.
Segundo o Chefe da Repartição de Monitoria e Análise do Observatório Nacional de Saúde, no Instituto Nacional de Saúde (INS), Américo José, a malária poderá contribuir com mais de 4,5 milhões de casos, enquanto a síndrome febril poderá registar cerca de 1,3 milhões de casos, entre outras doenças.
“O sector da saúde tem acções programáticas que visam a redução destes riscos. Sabemos que o Ministério da Saúde tem implementado campanhas de sensibilização comunitária para o uso de redes mosquiteiras”, disse.
O MISAU tem distribuído redes mosquiteiras nas consultas pré-natais realizadas nas unidades sanitárias de todo o país, beneficiando mulheres grávidas, crianças, entre outros grupos.
Sublinhou que outra medida importante é a sensibilização das comunidades para a lavagem das mãos e a fervura da água destinada ao consumo, com vista a garantir água segura e, consequentemente, prevenir infecções por diarreia e cólera.
“Nós achamos que a implementação destas intervenções, incluindo a vacinação, por exemplo, contra a cólera, que já tem sido feita em algumas províncias, com a tendência de abranger todo o país, poderá reduzir o risco de infecções”, afirmou.
Américo José falava em Maputo à margem da realização do Fórum Nacional de Antevisão Climática (FNAC-XIII), evento que juntou várias instituições do Estado e parceiros de cooperação.
(AIM)
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