Fabrica de processamento de caju
Maputo, 21 set (AIM)- Moçambique conta, desde Dezembro do ano passado (2025), com 33 milhões de euros disponibilizados pelo Governo alemão para financiar o agronegócio, através de linhas de crédito destinadas a apoiar empresas do sector agrícola.
O financiamento está dividido em duas linhas, nomeadamente capital de investimento e capital de fundo de maneio, segundo explicou o consultor da Agência do Vale do Zambeze, Adriano Júnior.
“O capital de investimento é para permitir que os agronegócios tenham o potencial de comprar tractores, sistemas de irrigação, ou seja, tudo aquilo que é um investimento fixo nas suas operações agrícolas. Enquanto que o capital de fundo de maneio é para apoiar os agronegócios a terem capital suficiente para conseguir fazer a compra, o processamento e a comercialização da produção agrícola. Porque, dentro do nosso sistema moçambicano, principalmente no sector agrícola, registamos vários anos com pouca alocação do capital existente nos bancos aos agronegócios”, explicou.
A fonte destacou que a linha de financiamento deverá permanecer disponível nos bancos comerciais durante quatro a cinco anos, com vista a impulsionar o desenvolvimento do agronegócio em Moçambique.
A iniciativa pretende, igualmente, reduzir os riscos assumidos pelos bancos comerciais no financiamento de actividades agrícolas, facilitando, deste modo, o acesso ao crédito por parte dos agricultores.
Adriano Júnior falava hoje (21), em Maputo, no seminário da Direcção-Geral dos Serviços Sociais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, que decorre sob o lema “Da Reforma ao Empreendedorismo – Transformando Experiências em Oportunidades de Desenvolvimento”.
No seminário, o secretário permanente do Ministério da Defesa Nacional desafiou os reservistas e reformados das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) a transformarem a experiência e as competências adquiridas ao longo da carreira militar em iniciativas de produção, emprego e geração de rendimento, com enfoque no sector agrário.
Segundo Casimiro Mueio, a passagem à reserva ou à reforma não representa o fim da contribuição dos antigos militares para o desenvolvimento do país.
“A passagem à reserva ou à reforma não significa o fim da contribuição para o País. A experiência, os conhecimentos, a disciplina e os valores adquiridos ao longo da carreira militar continuam a constituir um património que pode ser colocado ao serviço das famílias, das comunidades e do desenvolvimento nacional”, afirmou.
Por outro lado, o director-geral dos Serviços Sociais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Samuel Luluva, explicou que a iniciativa pretende incentivar os militares na reserva e na reforma a organizarem-se em pequenos grupos ou cooperativas, de modo a facilitar o acesso ao financiamento e à comercialização dos produtos agrícolas.
O responsável acrescentou que o seminário será realizado de forma faseada, abrangendo as regiões sul, centro e norte do país, com o objectivo de alcançar o maior número possível de militares.
“Sul, centro e norte. Mas a iniciativa é, na linha do cooperativismo, abranger o maior número possível de colegas”, disse.
(AIM)
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