PR participou na abertura da 81.ª Sessão da Assembleia Geral daONU
Maputo, 23 Set (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou, em Nova Iorque, Estados Unidos da América (EUA), as reformas em curso e as oportunidades de investimento em Moçambique, destacando o sector privado como elemento central da diversificação e do desenvolvimento da economia nacional.
A intervenção teve lugar, terça-feira, no Forbes Africa Day, realizado à margem da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, ocasião que coincidiu com o lançamento da versão inglesa do livro “Do Cativeiro à Presidência da República”, intitulada “From Captivity to the Presidency of the Republic”.
O livro é da autoria do próprio Presidente Daniel Chapo e relata o sofrimento que ele mesmo passou durante a guerra civil dos 16 anos em Moçambique, que cessou com a assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma, na Itália, em 1992.
Chapo destacou o potencial de Moçambique nos sectores de energia, agricultura, turismo, mineração, infra-estruturas, logística e economia digital. Assegurou que o Governo está a implementar reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios e a facilitar a entrada de investidores.
“É por isso que estamos a fazer muitas reformas, estamos a abrir Moçambique aos negócios, porque temos um potencial enorme”, afirmou.
Entre as medidas, mencionou a criação, no seu Gabinete, de uma unidade de entrega para acompanhar investimentos, visando facilitar a implementação dos projectos.
O Chefe do Estado referiu-se aos projectos de gás natural liquefeito na província nortenha de Cabo Delgado, que envolvem a italiana ENI, a francesa Total, e a norte-americana ExxonMobil. Contudo, salientou que os recursos de que o país dispõe devem contribuir para uma economia mais diversificada.
“A nossa visão em Moçambique é diversificar a nossa economia”, disse.
O Presidente apontou a agricultura, infra-estruturas, turismo, digitalização, corredores de desenvolvimento e energia como áreas a privilegiar.
Sobre o sector privado, Chapo afirmou que o Governo está a trabalhar na remoção de obstáculos aos negócios, na melhoria do ambiente empresarial e no estabelecimento de parcerias com investidores nacionais e estrangeiros.
“Mas o sector privado é a chave para o desenvolvimento de Moçambique”, declarou.
Defendeu oportunidades de negócio nas áreas de logística, transportes, agricultura, turismo e digitalização.
Na área energética, expôs a localização geográfica do país e o potencial de Cahora Bassa para o fornecimento de electricidade aos países da região da SADC.
Neste âmbito, referiu-se aos planos para aumentar a produção de energia e desenvolver linhas de transmissão para responder à procura regional.
Chapo abordou ainda a disciplina fiscal, apontando o pagamento antecipado da dívida de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional (FMI) como demonstração de “disciplina e responsabilidade”.
Disse que o país mantém negociações com o Fundo para um novo programa que, segundo afirmou, decorre de forma positiva.
No domínio legislativo, destacou a aprovação de novas leis nos sectores de minas, petróleo e gás e conteúdo local, para melhorar o ambiente de negócios, aumentar a arrecadação de receitas e assegurar que os investimentos contribuam para a criação de emprego e oportunidades para os jovens.
Ao abordar o conteúdo local, o Presidente defendeu o aproveitamento dos grandes projectos de gás como fonte de financiamento da diversificação económica, com investimentos em agricultura, infra-estruturas, turismo, energia, digitalização, corredores de transporte e projectos financeiros.
(AIM)
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