Nampula (Moçambique), 4 Out. (AIM) – O Secretário de Estado na província de Nampula, Fernando Bemane, recomenda que a paz comece no seio familiar e reconhece que as instituições religiosas têm desempenhado um papel fundamental na promoção da paz, destacando a sua participação na intermediação que conduziu à assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992.
Bemane elege o diálogo político e a diplomacia como as únicas vias sustentáveis para a resolução de conflitos.
“Convido a que o diálogo político e a diplomacia sejam as únicas vias sustentáveis para resolver diferentes conflitos. E isso tem de acontecer também nas nossas famílias. Por isso, destacamos a relação entre o Estado e as instituições religiosas, que têm impactado positivamente na estabilidade política e social do nosso país. Uma das obras marcantes realizadas pelas instituições religiosas foi a sua participação e intermediação activa, criando condições para longas negociações que culminaram com a assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992”.
O Secretário de Estado pediu ainda às instituições religiosas para continuarem a participar activamente na moralização da sociedade e no combate ao consumo de drogas.
“Espera-se que as instituições religiosas continuem a contribuir, desta vez, para a moralização da sociedade, no combate ao terrorismo, na sensibilização para a prevenção de doenças anémicas, no combate ao consumo de drogas e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, entre outras”.
O Secretário de Estado apelou igualmente para que as mensagens de paz contribuam para o bem-estar geral.
“A paz começa no coração de cada um de nós, na família, na comunidade e vai crescendo para todo o país. Para tal, temos de estar conscientes de que a paz é um todo e um legado que temos de continuar a preservar. Para a promoção e consolidação da paz, somos chamados a privilegiar a convivência pacífica, aceitando as diferenças para promover a união na diversidade, como condição primordial para a consolidação da unidade nacional e a promoção do desenvolvimento e da paz”.
Segundo Bemane, a província de Nampula já experimentou momentos de desassossego devido ao terrorismo, pelo que o Governo está disponível para o diálogo necessário, a fim de garantir que a paz seja perene.
“O dia 4 de Outubro é a expressão da suprema vontade dos moçambicanos de viver em harmonia consigo mesmos e entre si, reconciliados e unidos na diferença. À semelhança da guerra dos 16 anos, cujo termo lembramos hoje, o terrorismo está a causar deslocados internos, dor, luto e põe em causa a paz e o bem-estar da nossa população. O Governo reafirma e expressa, uma vez mais, a sua disponibilidade e abertura incondicional para o diálogo com todas as forças vivas da sociedade, para que a paz prevaleça no nosso seio”.
(AIM)
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