Maputo, 07 Out (AIM) – O Governo moçambicano quer melhorar o financiamento do sector da saúde, através de uma maior integração dos recursos, para garantir a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e assegurar serviços de qualidade à população.
A estratégia passa por coordenar melhor os recursos disponíveis, evitar duplicações e assegurar que o financiamento seja direccionado para as principais necessidades e prioridades nacionais da saúde.
“O financiamento da saúde deixou de ser um problema do sector da saúde. Não é só da saúde, mas é um compromisso colectivo, é uma questão de desenvolvimento, é uma questão de soberania”, afirmou o ministro da Saúde, Ussene Isse, hoje (07), em Maputo, durante o segundo Diálogo sobre Financiamento do Sector da Saúde.
O governante defendeu um único plano, orçamento e sistema de monitoria e avaliação, considerando que a fragmentação dos recursos gera ineficiências e dificulta a resposta às prioridades nacionais.
Isse reconheceu os avanços alcançados no combate ao HIV, malária, tuberculose e na saúde materno-infantil e destacou o contributo dos parceiros de cooperação, mas apelou a uma maior coordenação para garantir a sustentabilidade dos resultados, num contexto de limitações financeiras.
Segundo o ministro, “reformar, integrar e financiar” deve transformar-se numa agenda nacional orientada para acções concretas, sendo necessário que as decisões tomadas no diálogo sejam efectivamente implementadas.
Durante a sua intervenção, Isse apelou ainda à população para reforçar as medidas de prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, no âmbito do “Outubro Rosa”.
Salientou a importância da detecção atempada para aumentar as possibilidades de tratamento e sobrevivência.
O segundo Diálogo sobre Financiamento do Sector da Saúde reúne representantes do Governo, parceiros de cooperação, sector privado, sociedade civil e academia, para discutir formas de melhorar a mobilização, gestão e utilização dos recursos destinados ao sector.
(AIM)
Laura Tembe (LT)/mz
