Maputo, 08 Out (AIM)- A embaixadora do Reino da Bélgica em Moçambique, Delphine Perremans, disse que a União Europeia, juntamente com seu país, angariaram 47 milhões de dólares americanos para reforçar a resiliência climática moçambicana e o acesso a energia sustentável.
“A Agência de desenvolvimento da Bélgica, o Fundo Nacional de Energia (FUNAE) e a Direcção Nacional de Financiamento Climático, actuarão como entidades implementadoras”, disse a diplomata esta quarta-feira (07), em Maputo.
A Bélgica, segundo a fonte, orgulha-se por apoiar o país no desenvolvimento de mecanismos inovadores de financiamento climático, incluindo a troca da dívida através do qual foram mobilizados 2.4 milhões de euros para acção de mitigação e adaptação.
“Registam-se também progressos encorajadores no desenvolvimento de obrigações sustentáveis na regulamentação das medidas sustentáveis de carbono. Encorajamos Moçambique a prosseguir esses esforços para mobilizar recursos adicionais para progressos do país”, sublinhou.
Moçambique também é encorajado pelos esforços na coligação estratégica sobre as matérias, um assunto que foi tratado durante a Assembleia Geral, em Nova Iorque.
A coligação tem o mandato de desenvolver uma relação num retorno de desenvolvimento a apresentar na Cop32, na Etiópia.
Os desafios permanecem e não se pode permitir abrandar esforços.
A alta comissária do Reino Unido, Louise Walker, felicitou, por sua vez, o Ministério de Planificação e Desenvolvimento por organizar a conferência da agenda de financiamento climático de Moçambique.
“O Reino Unido e Moçambique são parceiros estratégicos na acção climática, e trabalhamos juntos na estratégia nacional de desenvolvimento 2025-2034”, disse.
Londres é o centro internacional de financiamento climático privado.
Em 2025, conseguiu mobilizar fundos de interligação, cujo investimento mobilizado atingiu cerca de 500 milhões de dólares norte-americanos.
Por seu turno, o director nacional de Financiamento Climático, no Ministério da Planificação e Desenvolvimento, Albano Manjate, fez saber que o governo já elaborou um plano para minimizar a situação de água durante o fenómeno El Nino.
“O plano está estipulado a curto e médio prazo, nós vamos realocar alguns recursos sobretudo nos projectos que nos dão alguma margem”, disse.
Do lado da agricultura, o enfoque será mais na componente distribuição de insumos acompanhados com sistema de irrigação.
“Tínhamos uma necessidade de cerca de 125 milhões de dólares, mas já estamos a caminhar para 152 milhões de dólares norte-americanos”, afirmou.
Estima-se que 52 distritos sejam afectados pelo fenómeno El Nino.
(AIM)
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