Maputo, 1 de Nov(AIM) – O Governo moçambicano garante vai trabalhar de forma articulada para restaurar a plena operacionalidade dos serviços de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM), depois de um incêndio de grandes proporções ter consumido instalações e equipamentos daquela unidade hospitalar, num episódio que abalou a cidade de Maputo.
Nas primeiras horas do dia, a capital moçambicana foi surpreendida por imagens dramáticas, amplamente partilhadas nas redes sociais, mostrando a dimensão do incêndio que atingiu os serviços de Oncologia do maior hospital do país.
As imagens de instalações tomadas pelas chamas e equipamentos destruídos rapidamente despertaram preocupação entre os cidadãos, perante o impacto que o incidente poderá representar para os pacientes que dependem daqueles serviços.
A dimensão dos estragos levou várias personalidades e responsáveis públicos a deslocarem-se ao Hospital Central de Maputo para acompanhar a situação e manifestar solidariedade. Nas suas primeiras reacções, algumas das figuras que visitaram o local classificaram o sucedido como uma verdadeira tragédia, tendo em conta as consequências para os serviços de saúde e, sobretudo, para os doentes oncológicos.
A primeira-ministra, Maria Benvinda Levi, deslocou-se este domingo ao HCM para inteirar-se pessoalmente da situação, avaliar os danos e acompanhar as medidas em curso para assegurar a recuperação dos serviços afectados.
Na ocasião, a governante garantiu que o Governo está empenhado em devolver a capacidade operacional àquela área de saúde, transmitindo uma mensagem de esperança aos pacientes, familiares e profissionais de saúde.
“O Governo está integralmente solidário com os pacientes, familiares e profissionais de saúde atingidos por este lamentável evento. Estamos a trabalhar de forma articulada para responder com eficácia, restaurar a operacionalidade dos serviços e garantir que nenhum paciente fique desamparado”, afirmou Maria Benvinda Levi.
A primeira-ministra sublinhou que, apesar da gravidade do incêndio e dos danos provocados, os serviços de Oncologia vão continuar a funcionar, numa demonstração de que a prioridade das autoridades passa também por assegurar a continuidade da assistência aos pacientes.
A governante acompanhou de perto a avaliação dos prejuízos, numa altura em que decorrem esforços para salvaguardar a segurança dos doentes e dos profissionais de saúde, bem como acelerar a retoma dos serviços afectados.
Entretanto, as autoridades procuram apurar as circunstâncias e a origem do incêndio, enquanto decorre o trabalho de avaliação dos danos e de preparação das acções de recuperação das infra-estruturas e dos equipamentos.
O ministro da Saúde classificou o incêndio como um retrocesso para o país, numa reacção que traduz a dimensão do impacto deste acontecimento sobre o sistema nacional de saúde, particularmente numa área tão sensível como o tratamento de doenças oncológicas.
A destruição de instalações e equipamentos representa um desafio acrescido para a prestação de cuidados especializados, tornando urgente a mobilização de esforços para minimizar as consequências do incidente e garantir que os pacientes continuem a receber acompanhamento médico.
Por seu turno, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Rasaque Manhique, também se deslocou ao Hospital Central de Maputo para inteirar-se da situação e manifestar solidariedade aos profissionais de saúde afectados pelo incêndio.
As autoridades asseguram que continuarão a prestar informações sobre a evolução da situação e os trabalhos de recuperação, numa operação em que a segurança dos pacientes, a continuidade da assistência médica e o restabelecimento da capacidade de resposta dos serviços de Oncologia constituem prioridades.
(AIM)
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