Casas desabadas na lixeira do Hulene. Foto arquivo.
Maputo, 13 Mai (AIM) – O governo disponibilizou a última prestação, no valor de 2,53 milhões de meticais (39,4 mil dólares, ao câmbio do dia), para distribuir à cada uma das mais de 200 famílias vítimas da tragédia do deslizamento da lixeira de Hulene, ocorrido em Fevereiro de 2918, na capital moçambicana, Maputo, para poderem pagar as residências que alugam.
A viabilização foi tornada pública hoje, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, que falava no habitual briefing à imprensa, minutos após o fim da 16ª sessão ordinária daquele órgão de soberania, que teve lugar hoje na cidade de Chimoio, província central de Manica.
Impissa, que igualmente é ministro da Administração Estatal e Função Pública, disse que o valor é das receitas colectadas pelo sector da Terra e Ambiente, e canalizadas para o Conselho Municipal de Maputo.
“Esta, de acordo com a discussão realizada hoje, nesta sessão, é que deverá ser a última, para que se dê conclusão efectiva deste processo que já se arrasta há alguns anos, e anualmente o governo tem estado a aprovar de forma extraordinária”, disse.
“O nosso governo”, sublinhou Impissa, “entende que esta temática deve, efectivamente, concluir-se e cessar, sendo que este capítulo deve passar para a história”.
De acordo com Impissa, o Executivo vai fazer um esforço para garantir que a aprovação seja extraordinária definitiva.
A primeira transferência extraordinária do dinheiro para as vítimas do desabamento da lixeira de Hulene que o governo autorizou foi no início de Março de 2023, cinco anos depois da tragédia.
Pelo menos 17 mortos e centenas de feridos constitui o saldo do desabamento do lixo, provocado pela chuva torrencial.
O lixo acumulado no local desabou sobre as residências, onde muitas famílias pernoitavam.
Na mesma sessão, o Executivo aprovou a quota de exploração de madeira para 2025.
Sobre o documento, Impissa explicou que visa definir as quotas de exploração da madeira, para garantir a exploração sustentável dos recursos florestais.
Para 2025, as quotas serão de 485.936 metros cúbicos, contra 485.436 metros cúbicos de 2024, e igualmente incluir a espécie Nantchasse, que recentemente as autoridades moçambicanas classificaram como preciosa.
(AIM)
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